Agência Estado
De Belo Horizonte
Um confronto entre metalúrgicos e policiais militares, auxiliados por seguranças da Fiat Automóveis, deixou saldo de pelo menos 12 feridos na manhã de ontem em um trecho da BR-381 (Fernão Dias) próximo à montadora, em Betim, região metropolitana de Belo Horizonte. Sindicalistas da CUT e da Força Sindical pretendiam paralisar as atividades na Fiat por um dia, como parte da estratégia de um movimento nacional dos metalúrgicos. Eles querem fixação de piso salarial para a categoria, válido em todos os Estados, aumento de 10% e redução da jornada de trabalho.
Por volta das 5h, cerca de mil metalúrgicos e sindicalistas, entre eles os presidentes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Paulo Marinho, e da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, concentraram-se na Fernão Dias e interromperam o tráfego na rodovia. O objetivo era interceptar os ônibus com os trabalhadores do primeiro turno da Fiat. A Polícia Militar foi acionada e, na tentativa de desimpedir a rodovia, houve o confronto. Os cerca de 200 militares, acompanhados de seguranças da Fiat, usaram bombas de gás e cacetetes.
Deonílio Costa, Vicente Aparecido, Jorge Pezzanine e Vanderley Mitrão ficaram levemente feridos com estilhaços das bombas. Outros quatro PMs também teriam se machucado, segundo a corporação. A Assessoria de Imprensa da Fiat informou que quatro trabalhadores foram atendidos no ambulatório da empresa, supostamente agredidos por colegas que queriam evitar que entrassem. Marinho ficou indignado com o comportamento dos policiais, que, segundo ele, estariam recebendo ordens dos seguranças da Fiat.

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