Protesto inclui 'tour' por ícones do capitalismo
Em vez de depredação e violência, o que predominou na manifestação ocorrida na tarde de ontem, em São Paulo, contra a reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC), que se realiza até terça-feira no Catar, foi a ironia. Jovens de diversos grupos reuniram-se na Praça da Sé, no centro da capital paulista, para fazer um ''passeio turístico'' por empresas consideradas como símbolos capitalistas: Bolsa de Valores, Bank Boston e McDonald's.
Cerca de 300 pessoas acompanharam o ato, que terminou em frente ao consulado dos Estados Unidos com a distribuição de uma feijoada vegetariana. Atos semelhantes ocorreram ontem simultaneamente em 35 países.
ONGs Cinquenta representantes de ONGs, entre os quais o sindicalista francês José Bové, se manifestaram ontem em frente à sala onde aconteceu a abertura oficial da conferência ministerial da OMC, em Doha. Os manifestantes, que taparam a boca com fita adesiva para simbolizar o fato de que se consideram ''sem voz no seio da OMC'', portavam cartazes sob o olhar indiferente dos delegados que iam entrando. Em seguida, à medida que esses delegados se instalavam na grande sala do hotel onde se realiza a conferência, os manifestantes tiraram a fita adesiva e começaram a gritar palavras de ordem contra a Organização Mundial do Comércio (OMC). As ONGs, cuja presença na conferência de Doha é muito inferior à precedente de Seattle (Estados Unidos, 1999), têm menos de 400 militantes credenciados, em comparação com os mais de 2.600 delegados oficiais presentes. (AE)





