Cerca de 100 sindicalistas mantiveram fechadas até as 12 horas de ontem dez agências do Itaú e Banestado no centro de Curitiba. A manifestação foi contra as demissões de funcionários do Banestado desde que o banco foi comprado pelo Itaú. Quatro agências do Itaú e seis do Banestado na Avenida Marechal Deodoro e Rua XV de Novembro foram fechadas. Para os próximos dias estão previstas outras atividades.
Na agência central do Itaú, na Avenida Marechal Deodoro, apenas cinco funcionários trabalharam durante a manhã informando os clientes sobre os motivos do fechamento da agência. Os sindicalistas acusam a direção do banco de descumprir o acordo feito com o sindicato ano passado e suspender as negociações com os representantes dos funcionários.
O banco rebate as acusações. O diretor de de Relações com Investidores do Itaú/Banestado, Aldous Galletti, disse que foram os sindicalistas e não o banco que abandoram as negociações. ‘‘O banco aguarda retomada da conversa, como ficou definido no último contato com o sindicato há duas semanas’’, explicou. Galletti negou também que o Itaú tenha desencadeado um processo de demissões. ‘‘Desligamentos acontecem esporadicamente com ajuste e para adequação de quadros’’, afirmou.
Segundo o presidente da Federação dos Bancários (Fetec) da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Paraná, José Adilson Stuzata, o processo de demissões do Banestado foi acelerado no início do ano. Desde novembro já teriam sido demitidos cerca de 330 vigias, 400 estagiários (menores de idade) e 100 funcionários que eram concursados. Galletti não confirma a informação.
A partir da próxima semana serão veiculados em rede estadual de tevê denúncias contra as ações do novo controlador do Banestado. Também participaram do fechamento das agências no centro de Curitiba, ontem, sindicalistas do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.

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