Protesto de títulos cresce 12,5% em 11 meses
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terça-feira, 04 de dezembro de 2001
Agência Estado<br>De São Paulo 
O número de títulos protestados de janeiro a novembro deste ano apresentou alta de 12,5% no País em comparação com o mesmo período do ano passado. É o que revela uma pesquisa da Serasa (Centralização de Serviços dos Bancos), empresa de informações econômicas e análises econômico-financeiras.
Em números absolutos, o volume de protestos chega a 3,9 milhões, sendo 1,1 milhão de pessoas físicas e 2,8 milhões de empresas. A pesquisa demonstra que a alta é 3,4% superior ao que foi registrado em todo o ano 2000.
Os dados do Serasa, no entanto, não incluem os títulos protestados do Estado de São Paulo, que apresentaram um salto depois que uma lei estadual, regulamentada em maio, passou as despesas de protesto para o devedor, eximindo o credor dessa obrigação. A nova legislação levou milhares de empresas aos cartórios para cobrar dívidas que estavam no fundo da gaveta, informa Carlos Henrique de Almeida, assessor econômico da Serasa.
Almeida considera que a inadimplência é significativa, embora não seja desestabilizadora. ''A situação ideal é crédito subindo e inadimplência caindo, e não o contrário'', diz.
As falências tiveram queda de 23,8% até novembro, em comparação ao período de janeiro a novembro do ano passado. As falências decretadas totalizaram 4,1 mil, uma queda de 14%. Já as concordatas este ano cresceram 48,5%, em comparação com janeiro a novembro de 2000.


