Protesto contra BB fica na estrada
A Polícia Rodoviária Estadual frustrou o protesto dos pequenos agricultores de Contenda, região metropolitana de Curitiba, previsto para ontem em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba. Eles planejaram amanhecer em Curitiba com máquinas agrícolas e caminhões para protestar contra a execução judicial de máquinas agrícolas e propriedades rurais dadas em garantia de financiamentos, que não foram quitados. Os produtores alegam que já pagaram mais do que o dobro dos bens e ainda continuam devendo. A execução judicial foi autorizada pelo Banco do Brasil e a agência do Banestado da Lapa.
Pela manhã, foram barrados pela Polícia Rodoviária Estadual no trevo de Contenda. Depois de muita conversa, ainda conseguiram avançar cerca de 10 quilômetros pela Rodovia do Xisto rumo a Curitiba até o posto rodoviário de Araucária. No posto policial foram novamente barrados, sob a argumentação que não estavam com a documentação dos veículos em ordem, o que contraria o novo Código Nacional de Trânsito.
Segundo a Polícia Rodoviária Estadual, muitos condutores de máquinas agrícolas estavam sem habilitação e outros estavam sem a documentação do veículo. Os agricultores que estavam com a documentação em dia foram liberados a seguir viagem. Mas como iria reduzir bastante a comitiva, as lideranças do movimento decidiram encontar os veículos em local próximo ao posto policial até providenciar a documentação que falta, já que a iniciativa é fazer o movimento com todos juntos, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Contenda, Antonio Carlos Ferreira Padilha.
Os agricultores de Contenda já haviam feito manifestação semelhante em outubro, quando o Banco do Brasil se comprometeu a rever as ações. Os agricultores argumentam que o juro cobrado nos financiamentos é excessivamente alto e eles já pagaram o equivalente a duas vezes o bem que adquiriram e agora estão totalmente descapitalizados. São cerca de 60 agricultores no município que estão nesta situação.
O BB determinou o ajuizamento das ações desde o último dia 1º porque também tem que prestar contas ao Tribunal de Contas da União, alegou um assessor. Existe um prazo para essa prestação de contas e o banco não podia mais prorrogar a suspensão da cobrança dos débitos.
Padilha disse que dessa vez os agricultores de Contenda vão se unir aos agricultores da Lapa, lrati, São Mateus, Quitandinha porque também estão vivendo situação semelhante e estão na iminência de perder seus bens em função de dívidas bancárias que não foram quitadas.Mauro FrassonDireção perigosaPoliciais barram agricultores por falta de documento e outras exigências do Código do Trânsito: protesto frustradoVânia Casado





