Protesto
São Paulo - O fundador da Parmalat, Calisto Tanzi, foi acusado ontem de apropriação indébita no valor de 800 milhões de euros (US$ 1 bilhão) em fundos de seu conglomerado alimentício, na década passada, de acordo com documentos relacionados à investigação judicial. Fazendeiros italianos protestaram em frente à fábrica da Parlamat, em Parma. Eles acusaram Tanzi de provocar a insolvência da empresa.
O fundador também é acusado de trabalhar com seis executivos da Parmalat, atuais e passados, e com dois auditores externos para cometer diversos delitos entre os quais fraude e falsificação de contabilidade - para ocultar os problemas financeiros da empresa enquanto ela continuava a colocar papéis no mercado.
Um dos juízes da investigação acusou Tanzi de ter agido com perfeito conhecimento do caráter fraudulento de seus atos. As acusações estão contidas em uma ordem judicial emitida por dois magistrados que estão conduzindo a investigação. A ordem abriu caminho para que a polícia detivesse o ex-chefe da Parmalat.





