Proteína do StarLink não prejudica, afirma Aventis
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 17 de julho de 2001
France Presse 
O grupo franco-alemão Aventis reafirmou ontem que a proteína Cry9C, encontrada no milho geneticamente modificado (transgênico) StarLink, não apresenta nenhum perigo para o consumidor porque está presente em quantidades pequenas nos produtos finais.
O grupo apresentou sua defesa na Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos, durante a primeira das duas sessões de debate público organizadas para esta semana sobre os diferentes estudos realizados no milho StarLink e seus potenciais riscos alérgicos.
O grupo lembrou que o processo de moagem úmida praticamente elimina a proteína. Já na moagem à seco, a redução é muito signficativa (entre 82 e 99%) no nível da proteína Cry9C nos produtos finais, segundo o relatório da Aventis.
Para o grupo, os importantes esforços para conter a expansão da StarLink foram coroados com êxito, somados à suspensão do plantio do milho Starlink que garante que os níveis potenciais na alimentação humana vão continuar caindo.
Mas a realidade é que a proteína continuará se difundindo na alimentação, inclusive em níveis muito baixos, durante muito tempo, disse o grupo, que propõe o estabelecimento de um limite de tolerância para os produtos destinados ao consumo humano.
Em junho passado, um relatório dos Centros de Controle Sanitários (CDC) concluiu que não havia provas que apontassem que a proteína Cry9C, pesticida encontrada no milho StarLink, causasse reações alérgicas, o que reaqueceu o debate sobre a segurança dos alimentos geneticamente modificados.
O milho StarLink foi aprovado nos Estados Unidos só para consumo anima. Apesar disso, foram encontrados traços do produto em centenas de alimentos processados.


