Proteger cereal nacional das importações é fundamental
Apesar das melhorias em tecnologia, produtividade e a possibilidade de novas áreas de plantio, é preciso mais do que isso para que o produtor brasileiro se sinta seguro com a produção de trigo. Não há dúvidas que o governo federal precisa investir numa política eficiente, atendendo os preços mínimos, oferecendo seguro e crédito rural, além de proteger o trigo nacional da importação de países como Argentina, Uruguai e Paraguai.
De acordo com o técnico de operações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Eugênio Libreloto Stefanelo, o governo precisa entender que o trigo é muito importante para o abastecimento do País e é preciso estabelecer uma política de segurança alimentar. "É fundamental o governo entender que o principal problema do trigo no País é na comercialização. As atuais condições de logística inviabilizam levar o trigo produzido no Sul ou no Sudeste para o Nordeste. É mais barato, por exemplo, as empresas do Nordeste se abastecerem de trigo argentino ou americano do que comprar o trigo nacional."
Libreloto explicou ainda que o País tem todas as condições de aumentar a produção, baseando-se em crédito, preços mínimos, seguro agrícola, entre outros fatores. "Poderíamos tranquilamente ser autossuficientes, porque temos terra, clima, tecnologia e produtores para isso. Basta apenas acertar essa questão da comercialização e entrada do trigo importado."
O chefe-geral da Embrapa Trigo, Sérgio Roberto Dotto, sugere que o País crie uma política de proteção da entrada do trigo dos vizinhos brasileiros. "A Argentina, por exemplo, taxou o etanol nacional em 25% para a entrada no país. Nós deveríamos fazer uma ação similar com o nosso produto." (V.L.)





