Protecionismo impede formação de mercado internacional para álcool
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quinta-feira, 20 de junho de 2002
Agência Estado 
São Paulo A formação a curto ou médio prazo de um mercado internacional de álcool combustível é praticamente nula por causa das políticas protecionistas de países como Estados Unidos e da União Européia e a da falta de mecanismos de mercado que permitam que o produto se transforme em uma commodity. A solução para o escoamento do excesso da produção brasileira, portanto, está no próprio mercado interno. Esta foi a mensagem da palestra Tendências do mercado internacional para o álcool combustível , do consultor Luiz Carlos Correa de Carvalho, da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo (Unica), realizada ontem em São Paulo.
O produto brasileiro tem o menor custo de produção do mundo, mas as fortes barreiras em países desenvolvidos e em outras nações onde existe legislação quase pronta para adição de álcool à gasolina impedem a formação desse mercado. Entre os países que estão se movimentando na direção de aumentar a produção de etanol estão os EUA, a União Européia, a Índia e a Tailândia. Os EUA produzem atualmente 7,6 bilhões de litros de álcool. Um projeto que regulamenta a mistura na gasolina está no congresso e prevê que esta oferta aumente para 20 bilhões de litros em 2012, o que equivale a 3% da demanda de combustíveis no País.
Na Europa, há também uma legislação similar sendo estudada, a qual prevê a oferta de 6,66 bilhões de litros em 2005 e 19 bilhões de litros em 2010. A idéia é que esses volumes de álcool sejam produzidos pelas indústrias desses países. As legislações que estão prestes a serem aprovadas foram feitas para se adequarem à capacidade de aumento de produção progressivo nesses países. É um novo tipo de protecionismo, diz Luiz de Carvalho.


