Protecionismo é uma ameaça para o trabalho no Mercosul
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quarta-feira, 12 de junho de 2002
Agência Estado 
Genebra - O protecionismo comercial nas economias ricas é uma das principais ameaças para as condições de trabalho nos países do Mercosul. Hoje, os ministros do Trabalho do bloco apresentam, em Genebra, uma queixa contra as barreiras às exportações da região impostas pelos mercados centrais, como os Estados Unidos, União Européia e Japão.
O alerta será apresentado durante a conferência anual da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que será realizada até o final da semana na cidade suíça.
O protecionismo poderá ter um impacto importante no aumento do trabalho informal no Brasil, afirmou o ministro do Trabalho, Paulo Jobim, que acertou com seus colegas do Mercosul uma estratégia para utilizar todos os fóruns internacionais possíveis para passar esse recado.
Segundo Jobim, ao não poder exportar por causa dos subsídios e barreiras impostas por outros mercados, os donos de fazendas no Brasil tendem a reduzir seus custos e quem acaba sofrendo são os funcionários. Somente o setor produtor de soja estima que perde, por ano, US$ 1 bilhão por causa das práticas comerciais dos Estados Unidos.
Um aumento do protecionismo comercial poderia levar a uma tensão social nos países exportadores de produtos agrícolas, alerta o ministro.


