BRASÍLIA - O ministro interino da Agricultura, Ailton Barcelos, disse ontem, no debate internacional sobre ‘‘O Mercosul e a Nova Lei Agrícola dos Estados Unidos’’, que o nível de proteção americana foi reduzido, mas continua preocupante para o Brasil. Ele citou, como exemplo, barreiras como o imposto de US$ 479,70 por tonelada de suco de laranja exportada do Brasil para os Estados Unidos; as cotas para a exportação de açúcar e a proibição da exportação de carne bovina e suína do Brasil para os Estados Unidos.
Barcelos disse que a posição perseguida pelo Brasil é de abertura total do mercado para a livre comercialização de produtos agrícolas.
O secretário de Política Agrícola, Guilherme Dias, disse que o debate, que está sendo realizado no Espaço Cultural da Câmara dos Deputados, é importante para que o Brasil possa fazer a abertura correta em relação ao que está acontecendo no mercado internacional, para definir sua estratégia interna, a médio e longo prazo, dentro do ‘‘jogo de pressões’’ na comercialização agrícola mundial.
O adido agrícola do Chile nos Estados Unidos, Eduardo Santos, disse que os principais pontos da lei são o apoio às culturas intensivas, medidas de preservação do meio ambiente, o acesso e a comercialização de produtos agrícolas e o comércio internacional.
Para Santos, as modificações na legislação americana foram feitas para ajustar a política interna dos Estados Unidos nessa área, aos acordos internacionais como a Rodada Uruguai e o processo de liberalização agrícola, que vem acontecendo em todo o mundo.

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