Os países em desenvolvimento estão preocupados com a crescente utilização de medidas não-tarifárias, pelos países ricos, como instrumentos protecionistas contra suas exportações. Um levantamento da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que as regulações técnicas e as exigências para a importação de vegetais e animais adotadas pelos 30 países que formam a instituição ameaçam as exportações das nações emergentes.
''Desde que o Acordo Agrícola da Rodada Uruguai entrou em vigor, em 1995, esses países não têm conseguido aumentar sua participação nos mercados da OCDE'', conclui o estudo.
A OCDE admite que as medidas não-tarifárias afetam sobretudo os países que têm dificuldade em cumprir com novos ou altos padrões técnicos e de sanidade e em garantir que suas preocupações façam parte da formulação das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).
A OCDE também admite que a maioria dos países emergentes necessita de auxílio técnico para entender e lidar com essas questões e afirma que essa assistência precisa ser complementada por uma maior abertura do mercado da OCDE aos produtos agrícolas dos países fora do grupo.
Na próxima segunda-feira, a OCDE divulga os detalhes do estudo ''Políticas Agrícolas nas Economias Emergentes e em Transição 2001'', avaliando os candidatos, da Europa Central, a um lugar na União Européia e as perspectivas para países não-membros da OCDE cujo setor agrícola seja relevante, como Brasil, China, Índia, Rússia e África do Sul.

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