Com a proximidade do verão, a preocupação com o uso do protetor solar fica ainda mais evidente. Para facilitar a vida dos que usam a falta de tempo como desculpa para não se proteger, o mercado oferece dezenas de opções de cosméticos. Hidratantes corporais que previnem a celulite e faciais antienvelhecimento, batons, bases para o rosto e creme para o cabelo, tudo também com proteção contra os raios do sol.
O Brasil é o segundo maior mercado mundial de protetores solares. De acordo com informações da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o crescimento na venda de protetores solares no mercado brasileiro em 2008 foi de 23% em relação ao ano anterior. A média mundial no mesmo período foi de 9,5%.
De acordo com a dermatologista Jorgete Carrilho, cosméticos que também protegem a pele do sol são ideais para a vida agitada que vivemos hoje em dia. ''Alguns pacientes têm uma resistência enorme em relação ao uso do protetor solar. Mas, se essa proteção está associada a um creme hidratante com proteínas ou rejuvenescedor, eles usam numa boa'', afirma.
A resistência citada por Jorgete é comprovada por dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Pesquisa feita no ano passado indica que 65,4% dos brasileiros afirmaram que não utilizam o protetor solar todos os dias.
A bancária Sueli de Fátima Soares da Silva já fez parte desse grupo. Há dois anos, no entanto, passou a utilizar hidratantes que contêm protetor solar. ''Tomei muito sol quando era mais nova e fiquei com manchas no corpo. Hoje faço tratamento e o hidratante com o protetor facilita demais o uso no dia a dia'', diz.
Os cuidados da mãe são exemplo para os dois filhos Gabriel, 17 anos, e Marcelo, 20. Eles também têm pele clara e usam hidratante para o rosto com filtro solar todos os dias. ''Os meninos se preocupam mais do que eu quando tinha a idade deles. Se acostumaram tanto que não ficam sem o hidratante'', garante Sueli, que gasta cerca de R$ 80 por mês com os cuidados para a família. ''Acho que hoje a preocupação é mais evidente, principalmente a dos homens, que estão se cuidando mais'', confirma o filho Gabriel.
Envelhecimento precoce
O câncer de pele, que corresponde a 25% de todos os tumores malignos registrados no País, e o envelhecimento precoce são as principais razões para que cada vez mais pessoas queiram se proteger. ''O sol é o maior causador do envelhecimento (precoce) e hoje em dia ninguém quer envelhecer. Ou a pessoa quer envelhecer bonita, bem cuidada'', destaca Jorgete.
De acordo com Rita de Cássia Viana, gerente de uma loja de cosméticos, cerca de 70% dos clientes procuram produtos que também tenham proteção contra os raios solares. E não são apenas as mulheres que estão interessadas em se cuidar. ''Os homens também se preocupam muito. Temos até uma linha específica para eles que possui hidratante antienvelhecimento com fator de proteção solar 20'', diz Rita.
Os cuidados na escolha do cosmético que alia a proteção solar são os mesmos necessários na hora de comprar um filtro solar comum. O fator de proteção solar (FPS) do cosmético deve ser escolhido de acordo com a pele e o tipo de exposição ao sol. ''Para quem não tem a pele muito clara e trabalha dentro de um escritório fechado o dia inteiro o hidratante ou maquiagem com FPS 15 é suficiente'', exemplifica Jorgete.
No caso de quem opta por hidratante facial e maquiagem com filtro solar, a dermatologista lembra que o FPS não é cumulativo. ''Se a pele necessita de um FPS 30, não adianta utilizar dois produtos com FPS 15. É preciso que um deles tenha a proteção adequada'', explica.
Além disso, o cosmético deve ser reaplicado a cada quatro horas, mesmo se a pessoa passar a maior parte do tempo dentro de um escritório. Quem vai frequentar praia ou piscina deve reaplicar o produto a cada duas horas. Jorgete diz que até mesmo as pessoas com pele morena ou negras devem utilizar o protetor. ''Ainda que essas pessoas não se queimem, devem se proteger por causa do câncer de pele e envelhecimento precoce'', diz.

Cui­da­dos pós-sol
  Po­rém, ain­da que os cui­da­dos pa­ra se pro­te­ger dos ­raios so­la­res se­jam ne­ces­sá­rios, há ca­sos em que as pes­soas não ­abrem mão de ter a pe­le bron­zea­da. Pa­ra es­sas, tam­bém há al­gu­mas op­ções de pro­du­tos. ‘‘Ho­je exis­tem pós e ba­ses bron­zea­do­res pa­ra o ros­to. ­Além dis­so, mui­tas clien­tes pre­fe­rem ­usar cre­mes au­to­bron­zea­do­res em vez de se ex­por ao ­sol’’, diz a ven­de­do­ra Ci­ce­ra Vi­cen­te, que tra­ba­lha com cos­mé­ti­cos há 12 ­anos.
  Qual­quer pes­soa po­de ­usar cre­mes au­to­bron­zea­do­res. ‘‘É um pro­du­to to­tal­men­te in­di­ca­do. ­Acho que é uma al­ter­na­ti­va mui­to ­interessante’’, afir­ma a der­ma­to­lo­gis­ta Jor­ge­te Car­ri­lho. Mas pa­ra que o re­sul­ta­do fi­nal se­ja o es­pe­ra­do, al­guns cui­da­dos de­vem ser to­ma­dos.
  An­tes de apli­car o pro­du­to é pre­ci­so fa­zer uma pe­que­na es­fo­lia­ção com uma bu­cha, du­ran­te o ba­nho. No mo­men­to de apli­car o cre­me, a der­ma­to­lo­gis­ta acon­se­lha que ele não se­ja uti­li­za­do em ­áreas com pon­tas ós­seas co­mo co­to­ve­los e joe­lhos, que po­dem fi­car man­cha­das. O úl­ti­mo cui­da­do é aguar­dar en­tre 15 e 20 mi­nu­tos an­tes de se ves­tir pa­ra que o pro­du­to não man­che a rou­pa.
  Pa­ra pro­lon­gar o bron­zea­do, tan­to o na­tu­ral co­mo o con­se­gui­do atra­vés de cre­mes, é acon­se­lha­do o uso de lo­ções pós-sol no lu­gar dos hi­dra­tan­tes co­muns. Es­sas lo­ções di­mi­nuem a des­ca­ma­ção da pe­le e as­sim, dei­xam o cor­po bron­zea­do por ­mais tem­po. ‘‘Es­ses pro­du­tos pro­pi­ciam uma hi­dra­ta­ção po­ten­te, o que evi­ta a des­ca­ma­ção ace­le­ra­da da pe­le e tam­bém pos­suem ­ação ­calmante’’, afir­ma a der­ma­to­lo­gis­ta Jor­ge­te Car­ri­lho. (C.M.)


Tes­te su­ge­re per­da de efi­cá­cia ­após uma ho­ra de ex­po­si­ção
  São Pau­lo - Um tes­te rea­li­za­do pe­la Pro Tes­te com dez fil­tros so­la­res su­ge­re que cin­co de­les per­dem efi­cá­cia ­após uma ho­ra de ex­po­si­ção ao sol. Qua­tro mar­cas per­de­ram pro­te­ção de­pois de ­meia ho­ra de imer­são em ­água.
  No cri­té­rio FPS, qua­se to­dos os pro­du­tos ava­lia­dos se saí­ram bem con­tra ­raios UVB. Mas so­men­te me­ta­de de­les ofe­re­ce boa pro­te­ção tam­bém con­tra a ra­dia­ção UVA. No Bra­sil, não há exi­gên­cia so­bre es­sa pro­te­ção.
  A Man­te­corp, fa­bri­can­te do Cop­per­to­ne e do Epi­sol, in­for­ma que ­seus pro­du­tos se­guem pa­drões de qua­li­da­de e apre­sen­tam to­da a do­cu­men­ta­ção exi­gi­da. A Ni­vea diz que ­seus pro­du­tos pas­sam por tes­tes ri­go­ro­sos pa­ra ga­ran­tir efi­cá­cia e se­gu­ran­ça e que aten­dem a to­das as exi­gên­cias da An­vi­sa.
  A Na­tu­ra co­mu­ni­ca que os tes­tes de pro­te­ção UVA e re­sis­tên­cia à ­água são fei­tos se­gun­do me­to­do­lo­gia re­co­nhe­ci­da in­ter­na­cio­nal­men­te. A La Ro­che-Po­say afir­ma que as in­for­ma­ções con­ti­das na em­ba­la­gem fo­ram com­pro­va­das por tes­tes com me­to­do­lo­gias re­co­nhe­ci­das. A Sun­down diz que os re­sul­ta­dos não es­tão coe­ren­tes com os es­tu­dos cien­tí­fi­cos aos ­quais o pro­du­to foi sub­me­ti­do. A ­Avon diz que ga­ran­te a se­gu­ran­ça e efi­cá­cia com to­dos os tes­tes ne­ces­sá­rios. A re­por­ta­gem não en­con­trou re­pre­sen­tan­te da Sun Phar­ma­ceu­ti­cals, fa­bri­can­te do Ba­na­na ­Boat. (Fo­lha­press)

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