Prós e contras de cada modalidade de empréstimo
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terça-feira, 20 de junho de 2006
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
Há momentos em que os índices oficiais de inflação parecem não refletir a realidade. Todas as tarifas públicas - água, energia elétrica e telefone - sobem anualmente e o reajuste sempre tem índice superior ao da inflação oficial; o mesmo ocorre com o plano de saúde, com a mensalidade escolar e com os produtos que temos que comprar todos os meses no supermercado. A consequência disso é que muitas pessoas não conseguem reduzir seus gastos, enquanto os salários ficam estáveis. A saída, invariavelmente, acaba sendo a contração de empréstimos.
E, nessas horas, a palavra de ordem é planejamento. ''O problema de hoje não pode se tornar um tormento amanhã'', afirma o consultor Gustavo Cerbasi, mestre em Administração com especialização em Economia Familiar e Economia Doméstica e autor de livros de auto-ajuda financeira. Há várias modalidades de empréstimos como os bancários, penhor, financeiras, cheque especial, cartão de crédito ou com amigos. Deve-se levar em conta a melhor opção, analisando todos os prós e contras. Uma das modalidades bastante lembrada é recorrer a um parente ou amigo próximo.
No entanto, o consultor recomenda uma negociação de juros para evitar que a pessoa deixe de ganhar. ''Pedir um empréstimo a um amigo é uma situação tão constrangedora para quem pede quanto para quem recebe o pedido. Por isso, muitas vezes deverá partir de você a proposta de pagar juros e de assinar uma nota promissória (que nada mais é do que uma promessa de pagamento por escrito), preservando a confiança mútua e o relacionamento'', explica.
Já o penhor de bens é uma alternativa somente se a pessoa tiver certeza de que a falta de recursos é provisória e que algum recurso extra está para surgir e pagar a dívida. Essa modalidade exige a entrega de bens como jóias ou obras de arte, e, por isso, o banco cobra juros mais baixos do que as outras modalidades. No entanto, a avaliação põe um preço abaixo do valor do mercado. Já os empréstimos bancários estão disponíveis apenas para quem tem conta corrente. ''É a maneira mais barata de se conseguir recursos sem comprometer amizades e bens de família. Porém, os juros não são baixos e, por isso, deve-se fazer uma boa pesquisa de taxas em diversos bancos antes de contrair o empréstimo'', comenta Cerbasi.
Usar o cheque especial não é a forma mais barata, mas é a mais simples de se conseguir um empréstimo. No entanto, essa prática deve ser evitada, uma vez que os juros são muito altos. O mesmo procedimento deve ser adotado para o crédito rotativo do cartão de crédito. Os juros do cartão são iguais ou maiores do que os do cheque especial e, por isso, o ideal é sempre pagar o valor total de seu cartão na data do vencimento. Outra opção que também deve ser evitada são as financeiras, que emprestam dinheiro sem muita burocracia, mas a juros similares aos do cheque especial e do cartão de crédito.
''Em geral, atendem a clientes desesperados, que precisam de dinheiro urgentemente. Como trabalham com os juros mais altos da economia, tendem a conduzir o devedor ao total descontrole da dívida, sujando seu nome nos sistemas de proteção ao crédito'', avalia Cerbasi. No entanto, a sua dica é: a dívida deve ser quitada o quanto antes para evitar gastos com o pagamento de juros. ''Se tiver várias dívidas, comece eliminando primeiro as mais caras, ou substituindo-as por mais baratas'', afirma.


