Prorrogada venda de milho em balcão aos pequenos produtores
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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
Reportagem Local 
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento prorrogou o prazo para venda direta de milho em balcão para pequenos produtores. A resolução publicada nesta sexta-feira (29) estende até 31 de dezembro de 2018 a venda de 250 mil toneladas de milho.
O limite de aquisição será de dez toneladas por criador, mantido o preço máximo de R$ 33 por saca de 60 quilos para os criadores do Norte e Nordeste. Para os produtores do restante do País será praticado o preço do produto na região.
Com base nos dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a prorrogação foi decidida porque não foram vendidas as 200 mil toneladas autorizadas em março deste ano. Ainda existe estoque remanescente de 84,7 mil toneladas, já que foram vendidas, de abril a novembro, 115,3 mil toneladas (107,7 mil t no Nordeste e 7,6 mil t no Norte), frente à disponibilidade de 200 mil toneladas.
Em 2017, a comercialização em balcão foi realizada em oito estados. Foram atendidos 604 municípios e 22.700 clientes, com volume médio de aquisição de 5.067 quilos por comprador. Em novembro, na região Norte, somente Acre e Rondônia estavam com preços de mercado abaixo do patamar autorizado e, na Região Nordeste, apenas o Piauí.
DÉFICIT
Nesta safra, o suprimento do insumo nas regiões Norte e Nordeste mostra cenário de déficit de 200 mil toneladas em relação à produção estimada em 6,3 milhões de toneladas e consumo de 6,5 milhões de toneladas. O cenário se agrava ainda mais para os pequenos consumidores, pois nesta safra cerca de 80% da produção está concentrada na Bahia, Piauí e Maranhão, áreas de difícil remoção do produto pelos pequenos consumidores, em razão dos altos preços dos fretes.
Comerciantes que transportam o produto incorporam sobrepreço no milho aproveitando-se da pequena concorrência na remoção. E deve também ser levado em conta o calendário da cultura na região Nordeste. Na região norte da Bahia o plantio ocorre nos dois primeiros meses do ano, e a colheita, em junho, ficando o primeiro semestre abastecido por estoques remanescentes, ou compra no Sudeste ou Centro-Oeste, com produto colhido na safra de verão.
Porém, para a atual safra de verão as estimativas indicam redução de 22% e 13% na produção das regiões Centro-Oeste e Sudeste, em virtude, principalmente, da maior atratividade da soja, representando outro fator de pressão nas cotações para a região Nordeste.


