Prorrogação do IPI reduzido tranquiliza mercado
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Victor Lopes <br>Reportagem Local 
Dentro do pacotão econômico anunciado ontem pelo governo federal os benefícios do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzidos para automóveis, produtos de linha branca e móveis em geral também foram mantidos. A diferença é que as alíquotas vão voltar a subir gradativamente nos primeiros meses do ano, dependendo de cada produto.
No caso dos automóveis, a elevação mês a mês vai depender da categoria do veículo. Nos modelos populares (1.0), por exemplo, a alíquota normal é de 7% e caiu para zero em 2012. Em janeiro, passará para 2% e, entre abril e junho, 3,5%. O presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Flávio Meneghetti, salientou que já aguardava esta medida do governo. "Se o IPI retornasse com o valor cheio, haveria um impacto muito forte no mercado, ainda mais com um primeiro trimestre geralmente fraco até depois do carnaval", avaliou ele.
Meneghetti também destacou a importância do governo manter o IPI para caminhões zerado permanentemente no ano que vem. A alíquota antiga era de 5%. "Foi uma atitude importante em que o governo se mostrou parceiro. A venda de caminhões é importante para o desenvolvimento do País." Em relação às expectativas de vendas para o ano que vem, o presidente da Fenabrave preferiu não comentar, já que dará entrevista coletiva sobre o assunto no dia 3 de janeiro. "O que posso dizer que 2012 foi um ano bom, em que a economia do País vai crescer em média 1% e nosso segmento 5%. Se não fosse o IPI reduzido, nossos números seriam bem abaixo disso."
No caso dos produtos de linha branca, a estratégia é a mesma dos automóveis, com elevação gradativa. Para as geladeiras, por exemplo, a taxa normal é de 15% e está hoje em 5%. Entre fevereiro e junho subirá para 7,5%. Já boa parte dos móveis também permanecerá com a alíquota zerada em janeiro.


