Prorrogação do EGF fica fora da reunião do CMN
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segunda-feira, 24 de março de 1997
Agência Estado 
BRASÍLIA - O Conselho Monetário Nacional (CMN) não deverá examinar hoje o voto da área agrícola que prorrogaria o prazo para a transformação dos Empréstimos do Governo Federal (EGF) em Aquisição do Governo Federal (AGF) da safra 1994/95, que ainda se encontram pendentes. A idéia inicial era prorrogar o prazo pelo menos até o mês de junho próximo para que o Tesouro Nacional pudesse arcar com os recursos para as operações. Segundo técnicos consultados ontem, a avaliação é de que há recursos disponíveis para cumprir os prazos normais desses empréstimos.
Na reunião de hoje, o CMN deve aprovar as normas para a próxima safra de trigo, com a manutenção do preço mínimo do produto em R$ 157,00 a tonelada. Com a aprovação do voto, o diretor do Departamento de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura, Benedito Rosa, acredita que, na segunda semana de abril, os financiamentos para o custeio da safra de trigo, de até R$ 150 mil por produtor, já devem ser liberados.
Outro voto do CMN vai permitir o pagamento antecipado em produto de até 50% da primeira parcela da securitização das dívidas rurais que vence em outubro. O pagamento poderá ser feito a partir de abril e, na avaliação do coordenador de Política Agrícola do Ministério da Fazenda, Evandro Fazendeiro, a medida deverá enxugar o mercado, garantindo os preços do milho, já que o governo poderá receber antecipadamente até 2,4 milhões de toneladas do produto.
Outro voto permitirá a concessão de empréstimos de até R$ 30 mil por produtor para a compra, transporte e aplicação de calcário. O CMN vai aprovar um incentivo de 20% no cumprimento da exigibilidade - parcela dos depósitos à vista que deve ser aplicada no crédito rural - para cada empréstimo feito pelos bancos. O objetivo é estimular os financiamentos que têm prazo mínimo de dois anos. De acordo com Benedito Rosa, o consumo de calcário no Brasil caiu de 21 milhões de toneladas em 1994 para 15 milhões de toneladas no ano passado.


