Proprietários de postos pedem para pagar fiança
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terça-feira, 11 de dezembro de 2001
Benê Bianchi<br>De Londrina 
O advogado Paulo Nolasco, que representa os donos de postos Maxuell Pavesi (da rede Petromax) e Luiz Jorge Bolognesi (Posto 15) esteve ontem em Curitiba, onde ajuizou recurso em sentido estrito ao Tribunal de Justiça solicitando o arbitramento de fiança a seus clientes. Pavesi e Bolognesi estão foragidos há mais de um mês. Eles tiveram a prisão preventiva decretada, junto com as de outros cinco donos e gerentes de postos, pela juíza da 5 Vara Criminal, Oneide Negrão, em processo em que são acusados de formação de cartel e constragimento ilegal de testemunhas.
Segundo Nolasco, a expectativa é que a Justiça julgue o caso antes do recesso judicial, que começa oficialmente no dia 2 de janeiro. ''Esperamos que o Tribunal analise e decida ainda este ano para solucionarmos esse caso'', comenta Nolasco. O advogado havia solicitado o arbitramento de fiança à juíza Oneide Negrão, mas ela não acatou o pedido.
Também esteve ontem em Curitiba o advogado Garibaldi Menezes Deliberador, ingressando com pedido de habeas corpus no TJ em favor de seu cliente Sandro Vicente Zanchet, preso desde quarta-feira da semana passada. Zanchet se apresentou à Justiça, prestou depoimento e foi encaminhado ao 2º Distrito Policial.
Os advogados estão correndo contra o tempo na tentativa de livrar os donos de postos da prisão. Nolasco informou que seus clientes poderiam se apresentar se a prisão fosse revogada.
Continuam foragidos Nilo Jijo Morishita (Posto 12), Marcos Antonio Suriam (Posto Itália), Reginaldo Monteiro (Posto 7) e Ismael Anselmo (Posto 10 de Dezembro). O advogado Sérvio Borges, que representa parte do grupo, também tenta suspender a prisão para que seus clientes retornem a Londrina.


