Três empresários ligados à Associação dos Revendedores de Combustíveis (Arcom) prestaram depoimento ontem ao delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial, Márcio Vinícius Ferreira Amaro, e alegaram desconhecimento sobre um um pacto visando estabelecer preços mínimos para o álcool e gasolina nos postos da cidade. Valter Sasso (Auto Posto Centro Cívico), Antonio Marques da Silva, (Auto Posto Vitorino) e Silvano Leite de Almeida (Auto Posto Mediterrâneo) confirmaram ao delegado que pertencem à direção da Arcom e negaram a combinação de preços.
Os empresários ouvidos são o vice-presidente, o tesoureiro e o diretor-secretário da Arcom. Hoje de manhã deve prestar depoimento o presidente da entidade, Ariovaldo Ferraz Arruda. Também será ouvido Hamilton Cobo Pires, 2º vice-presidente da Arcom. O inquérito sobre a fixação de preços para os combustíveis foi determinado pela juiza da 5 Vara Criminal, Oneide Negrão. Ela também decretou a prisão preventiva de sete donos de postos, acusados de formação de cartel e constrangimento ilegal de testemunhas. Os empresários estão foragidos há 15 dias.
''Eles alegaram desconhecimento sobre tudo o que diz respeito a cartel, e fixação de preços, embora haja documentos encaminhados pelo Ministério Público (MP) onde há um pacto firmado pela Arcom em novembro de 2000'', afirmou o delegado. Segundo Márcio Amaro, nesse pacto os empresários fixaram o preço mínimo para o litro da a gasolina em R$ 1,52 e R$ 1,04 para o litro do álcool. Ainda segundo o delegado, o desrespeito a esse pacto deveria ser apreciado em assembléia da Arcom. A fixação artificial de preços pode resultar em pena que varia de dois a cinco anos de prisão.
''Os indícios são fortes'', afirmou. O documento contém 15 assinaturas, mas a polícia não pretende pedir exame grafotécnico. Márcio Amaro disse ainda que não tem informações sobre os posteiros foragidos: Nilo Joji Morishita, Sandro Vicente Zanchet, Marcos Antonio Suriam, Reginaldo Monteiro, Maxuell Pavesi, Ismael Anselmo e Luiz Jorge Bolognesi.

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