Muitos proprietários compraram terras como forma de investimento, e não têm na agropecuária a atividade principal. Agora enfrentam problemas para vender o imóvel e recuperar o investimento inicial. É o caso do atacadista de hortifrutigranjeiros do Ceasa de Londrina , Alberto Eugênio de Jesus, que há mais de 30 dias está tentando vender uma área rural de 10 alqueires, na Gleba Primavera.
Segundo Alberto, a propriedade rural que está vendendo é arrendada para vizinhos que cultivam soja, trigo e milho. ‘‘Sempre vi a propriedade como uma segunda fonte de renda. Mas ultimamente os resultados do arrendamento têm sido muito pequenos, não chegam a cobrir os gastos’’, afirma.
Alberto diz que resolveu vender a propriedade rural para injetar capital na sua atividade principal.
O atacadista afirma que está difícil vender a propriedade, não por falta de compradores, mas sim por falta de ofertas que lhe interessem. ‘‘Os compradores que aparecem nunca querem pagar o que estou pedindo’’, disse. Ele está querendo vender o alqueire da terra nua mecanizável por R$ 12 mil. ‘‘A última proposta que recebi foi de R$ 10 mil/alqueire, mas não aceitei. É muito barato’’, comenta.César AugustoNão vendeNão consegue vender área nobre no município de Londrina: ‘‘não pagam o que vale’’Guto Rocha

mockup