O diretor da Usina Sabaralcool, de Engenheiro Beltrão, Ricardo Albuquerque Rezende, negou ontem que sua empresa esteja usando uma distribuidora de ‘‘fachada’’ para vender álcool diretamente aos postos de combustível. A Sabaralcool foi citada em depoimento prestado à CPI do Combustível, na terça-feira, pelos comerciantes Wilson Carlos de Souza e Antônio Sérgio Testa, donos da Popular Distribuidora, de Sarandi.
O presidente da CPI, deputado Durval Amaral, disse na edição de ontem da Folha que os dois comerciantes contaram, durante o depoimento, que as notas da Popular eram usadas para a Sabaralcool entregar o produto diretamente aos postos. A denúncia, no entendimento do deputado, confirmava as suspeitas de que usinas utilizam empresas de fachada e até mesmo ‘‘fantasmas’’ para comercializar álcool.
Os donos da Popular foram convocados para prestar depoimento após fiscais da Receita cassarem a inscrição estadual da empresa, por falta de autorização da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e de recolhimento de ICMS ao Estado. No depoimento à CPI, eles envolvendo a Sabaralcool nas denúncias de irregularidades.
‘‘ Eles estão querendo fugir da responsabilidade deles’’, reagiu o diretor da usina, ontem à Folha. Ele lamentou o fato e disse que a Sabaralcool é uma empresa de 17 anos que emprega 1.500 funcionários. Conforme Resende, a empresa só atende distribuidoras que apresentam todas as documentações exigidas por lei e o produto, garante, é retirado somente pelos caminhões destas distribuidoras.‘‘Se depois eles jogam, bebem ou fazem sei lá o que, não é mais de minha responsabilidade’’, justifica-se, avisando que vai procurar a CPI ‘‘para esclarecer a situação’’.

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