Curitiba - O vice-presidente da El Paso, Roberto Almeida, negou ontem a informação que a empresa teria recebido uma proposta para compra de sua participação na usina termelétrica UEG Araucária. A El Paso é dona de 60% da termelétrica e tem como sócias a Petrobras e a Copel, com participação de 20% cada uma. O presidente da Companhia Paranaense de Energia (Copel), Paulo Pimentel, cogitou a possibilidade da Petrobras e Copel se unirem para comprar a parte da El Paso, mas nada ainda há de concreto, concordou a assessoria da Copel. A Petrobras, através de sua assessoria de imprensa, também desmentiu a negociação.
O assunto deve entrar em pauta no próximo dia 18, quando o governador Roberto Requião deverá receber a ministra das Minas e Energia Dilma Roussef no Palácio Iguaçu. No final de outubro, já houve uma conversa entre governador e ministra sobre essa possibilidade. No entanto a negociação entre as sócias não passam de possibilidades, o que vai de encontro à informação dada pela EL Paso, ontem.
A EL Paso disse que não iria comentar o assunto, uma vez que há um impasse entre as sócias, referente à compra de energia, que está sendo discutida na Justiça, especificamente na Câmara Arbitral de Paris, que é o fórum eleito no contrato original.
Requião alega que a termelétrica não tinha condições de gerar energia por falta de equipamentos adequados, enquanto a Copel era obrigada a pagar em função do contrato que continha a cláusula ''Take our Paid''. Desde a vigência do contrato, no último ano do governo anterior até o seu rompimento, o governo alega que o prejuízo para o Paraná foi de US$ 62 milhões.
O governador acusa a termelétrica de utilizar uma tecnologia que não se adapta aos padrões brasileiros. De acordo com Requião, a Copel já tem crédito com a El Paso referente ao adiantamento de recursos para a construção da usina, inaugurado no final do governo Jaime Lerner. O pagamento se daria com o fornecimento de energia, mas isso, segundo o governo, não aconteceu, pois a UEG não gerou energia alguma.

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