Proposta surgiu para acabar com as diferenças sociais
O projeto Economia de Comunhão na Liberdade foi lançado em 1991 no Brasil pela italiana Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares movimento de matriz cristã, que nasceu na Itália em plena 2ª Guerra Mundial e hoje está presente em todo o mundo.
Em maio de 1991, em visita ao Brasil, Chiara sentiu um impacto ao se deparar com o contraste entre ricos e pobres na cidade de São Paulo. A comunhão dos bens pessoais, já praticada pelos integrantes do Movimento, não era suficiente para ajudar os indigentes. Chiara propõs então a criação de empresas com a finalidade de gerar empregos e dividir lucros. No mundo, 785 empresas aderiram à Economia de Comunhão.
Em Vargem Grande (SP), próximo à capital paulista, foi criado o Pólo Empresarial Spartaco para demonstrar a viabilidade do projeto. A Prodiet, de Curitiba, também está instalada no pólo com outras cinco empresas: uma fábrica de confecção, uma de manufaturados de plástico, uma de produtos de limpeza, uma indústria de embalagens plásticas e uma empresa de fomento financeiro.
O Pólo Spartaco é gerido pela Espri, de capital aberto, com cerca de três mil acionistas. O investimento mínimo é de R$ 20,00 por ação. O pólo, com 38 mil metros quadrados, foi projetado para abrigar 12 empresas.
Em todo o mundo, o lucro gerado pela Economia de Comunhão beneficia 12 mil pessoas carentes. Os centros regionais do Movimento dos Focolares fazem a distribuição dos recursos. Há uma comunicação entre os fundos de cada país: os mais ricos socorrem os locais em que há mais pobres.
Pela proposta de Chiara, as empresas devem dividir seu lucro em três partes: para se manter e gerar empregos; para ajudar os necessitados; e para a formação humana de seus empregados. É preciso formar homens e mulheres motivados pela cultura da partilha em vez da cultura do ter. Sem homens novos, não se faz uma sociedade nova, diz Chiara Lubich.
A proposta tem despertado a atenção de estudantes e professores universitários. No Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, o Movimento dos Focolares apresentou o projeto. Em dezembro, a proposta também foi mostrada à Unesco. Em todo o mundo, já foram elaboradas dezenas de teses de mestrado e doutorado sobre o assunto.





