Proposta para Previdência 'é a que está colocada', diz Meirelles
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quinta-feira, 30 de março de 2017
Anne Warth e Gustavo Porto<br>Agência Estado 
Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que a proposta que o governo apresentou para a reforma da Previdência é a que "está colocada". Ele não fez comentários sobre possíveis mudanças e recuos no texto original. "O ideal é que o relatório seja aprovado integralmente", afirmou, após participar de audiência pública na comissão especial da reforma da Previdência na Câmara.
"Nós estamos num debate democrático. A proposta do governo está colocada. É o que achamos o melhor para o País e estamos discutindo com parlamentares. É muito prematuro estarmos hoje discutindo esse tipo de coisa", acrescentou. O ministro disse que qualquer mudança será incorporada no relatório apresentado pelo relator da reforma. "Acredito que será o local onde ele poderá acolher eventuais mudanças, se for necessário."
Meirelles disse que a audiência pública na comissão especial da Câmara dos Deputados foi "bastante produtiva e muito intensa em alguns momentos".
O ministro também foi questionado sobre sua opinião a respeito da possível mudança na base de cálculo dos benefícios. Atualmente, ele considera a média de 80% das maiores contribuições. A proposta de reforma considera a média de todas as contribuições, inclusive as mais baixas, o que reduziria o valor do benefício. Entre as possíveis mudanças está o retorno ao critério de 80% das maiores contribuições. "São propostas que estão sendo feitas e estarão sendo analisadas pelo relator. Qualquer mudança cabe ao relator", afirmou. "A nossa posição é como está no projeto."
CÂMARA
O líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), admitiu nesta quinta-feira, 30, antes de se encaminhar para um almoço com parlamentares para tratar da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma da Previdência, que há apreensão na base do governo por conta da complexidade da proposta. "Não há rebeldes na base do governo, tem muita apreensão. No texto que veio, como tem muita demanda, tem muita apreensão", disse Ribeiro.
O deputado passou rapidamente na audiência pública que discute a PEC da Previdência com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, deixou para que os vice-líderes do governo falassem na reunião e optou por manter reuniões com outros parlamentares. "Vou conversar com o relator (Arthur Maia/PP-PB) quando terminar e conversei com todos aqui. Além da comissão, há articulação com líderes e parlamentares e está funcionando direitinho", explicou.
Ribeiro considerou que pontos como a idade mínima de aposentadoria, de 65 anos, "é o conceito, o pilar da reforma" e não serão alterados. Ele negou que o governo tenha cedido ao retirar servidores públicos estaduais e municipais e não ter incluído no projeto os militares. "Não houve cessão do governo, houve aprimoramento", concluiu.


