A proposta emergencial para reativar as vendas de carros e o nível de empregos poderá excluir a montadora que não concordar em cancelar os aumentos de preços recentes. Assim, a renúncia fiscal do governo pode não ser aplicada nos veículos da marca que não cancelar os reajustes. A flexibilidade de adesão ao acordo foi um dos pontos discutidos entre o governador de São Paulo, Mário Covas, e os representes da CUT e da Força Sindical, reunidos ontem no Palácio dos Bandeirantes. O descumprimento da estabilidade no emprego, também poderá excluir a montadora do acordo emergencial.
O aumento das vendas deverá compensar a perda na arrecadação com a renúncia do ICMS, segundo o vice-governador, Geraldo Alckmin. ‘‘Se a indústria produzir mais e vender mais, a queda na arrecadação não será tão grande’’, destacou. Segundo ele, a produção, agora estimada em 1,1 milhão de veículos, poderá, com o acordo emergencial e, posteriormente, o programa de renovação da frota, aumentar para 1,6 milhão de veículos.
Segundo Alckmin, o governador Covas aceitou apoiar o acordo emergencial ‘‘em razão da importância do setor na criação de empregos’’.‘‘O Estado de São Paulo participará do esforço para ajudar no emprego e ativar a economia’’, disse.
O vice-governador disse que o governo estadual não definiu em quanto poderá reduzir o ICMS. O percentual depende da composição com a redução do IPI, se o governo federal aceitar participar do acordo. Hoje, a alíquota de ICMS nos carros é de 12%. O governo de São Paulo arrecada, com o setor, R$ 2 bilhões por ano - 12% do ICMS total. A alíquota do IPI varia entre 10% e 35%, dependendo do modelo.

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