O anúncio do programa Primeiro Emprego não entusiasmou Davi Dequech, presidente da Associação Comercial e Indsutrial de Londrina (Acil), que representa o empresariado do município. ''O problema do desemprego não será resolvido com um projeto teórico'', criticou.
Para ele, a solução passa por medidas que estimulem o crescimento da economia, como a redução da carga tributária, dos juros e melhoria do acesso ao crédito. Em tempos de mercado pouco aquecido, o empresário não acredita que as empresas vão se interessar em contratar jovens inexperientes, apesar do incentivo: ''Tem muita gente experiente disponível, aceitando qualquer salário. Só haverá absorção dos jovens quando os trabalhadores experientes forem absorvidos.''
Francisco Henrique Francovig, diretor-administrativo da Francovig Transportes Coletivos, tem opinião diferente. Mesmo sem incentivo, sua empresa procura dar oportunidade aos jovens, recebendo, todos os anos, um menor aprendiz encaminhado pelo Senai. ''O programa nos parece uma iniciativa importante para oportunizar o primeiro emprego a milhares de jovens que chegam, todos os anos, ao mercado de trabalho'', disse.

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