Arquivo Folha A Caixa Econômica Federal considera inviável a proposta apresentada ontem pelos mutuários da Encol para a recuperação da empresa. O plano dos mutuários também não entusiasmou o Banco do Brasil. A sugestão passa pela transferência de 100% das ações dos atuais controladores para os ‘‘credores’’ da construtora - mutuários, fornecedores e bancos. A solução apresentada inclui a desistência das ações judiciais que estão em tramitação, tanto por parte dos clientes quanto de fornecedores e funcionários.
Esse é o principal obstáculo alegado pelos representantes dos bancos públicos para não aderirem à proposta. O presidente da CEF, Sérgio Cutolo (foto), disse que é impossível colocar a proposta em prática porque, mesmo depois de renegociadas as dívidas dos empreendimentos, um mutuário ou fornecedor pode desistir do acordo, inviabilizando-o. Segundo ele, somente no TRF do Rio tramitam cerca de 3.000 ações contra a Encol.
No caso dos fornecedores, por exemplo, os mutuários pedem que sejam revistos os valores, com eliminação das multas provocadas pela inadimplência. A renegociação das dívidas trabalhistas também implica redução e parcelamento dos valores.
O presidente do Banco do Brasil, Paulo César Ximenes, disse que, mesmo com a adoção dessa proposta, há sempre possibilidade de uma falência ‘‘lá na frente’’. ‘‘Estou um pouco cético quanto à possibilidade da proposta, mas estamos abertos à discussão’’. Eles participaram ontem de uma audiência pública sobre o caso na Comissão de Assuntos Sociais do Senado.

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