Proposta de plebiscito para legitimar presidente é estudada
Vazou ontem para os meios de comunicação argentinos a informação de que membros do governo de Eduardo Duhalde sugeriram a realização de um plebiscito para legitimar o presidente. Isto é, os argentinos diriam nas urnas se aceitam ou não o governo Duhalde, eleito indiretamente pelo Congresso em meio a uma sucessão de panelaços e renúncias de presidentes. A eleição indireta de Duhalde tem sido usada como arma pelos seus opositores, que exigem a antecipação das eleições.
Um derrota em um eventual plebiscito não teria o poder de destituir Duhalde, mas abalaria ainda mais o governo. A idéia foi lançada por pessoas próximas ao presidente, como seu secretário privado, José Pampuro. Alguns setores do governo começaram a falar em plebiscito atentos ao quanto tem sido negativa a percepção de que Duhalde não tem legitimidade, diz o analista político Oscar Cardozo.
O governo Duhalde tem sofrido com os reiterados pedidos de antecipação das eleições presidenciais, marcadas para setembro do próximo ano. Os principais defensores da idéia estão dentro do próprio partido de Duhalde. Em resposta, Duhalde afirmou na segunda-feira que seu mandato acaba apenas em 10 de dezembro de 2003.





