Proposta de correção da tabela do IR não encontra concenso
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sexta-feira, 07 de dezembro de 2001
Agência Estado<br>De Brasília 
A proposta de corrigir a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) em 17,5% e, em troca, adiar o pagamento de parte das restituições de 2002 e ainda manter até 2003 a alíquota extraordinária do IR de 27,5%, não obteve consenso na Câmara dos Deputados. A fórmula circulou pelo Congresso como sendo uma proposta do governo. Ontem, porém, o presidente Fernando Henrique Cardoso disse que seu endosso a essa idéia ainda depende de análise da equipe econômica, que só deverá ser concluída na semana que vem.
A proposta foi discutida ontem pela manhã durante reunião do presidente com o líder do governo na Câmara, Arnaldo Madeira (PSDB-SP) e o relator do projeto de lei do Orçamento de 2002, deputado Sampaio Dória (PSDB-SP), a quem se atribui a paternidade da sugestão. Segundo Madeira, o presidente disse apenas que havia gostado da idéia, mas precisava ouvir a equipe econômica. ''É preciso analisar os impactos'', confirmou o secretário-geral da Presidência, Arthur Virgílio. No início da noite, Sampaio Dória disse que o governo já havia decidido propor o índice de correção de 17,5%. O qual faltava, segundo ele, era um acerto sobre os outros dois pontos.
A votação do projeto de lei que corrige a tabela do IR está prevista para a próxima semana.


