Uma proposta de aporte de R$ 120 milhões na Sercomtel, feita pelo grupo de investimentos 10 de Dezembro, deve ser discutida em reuniões do Conselho de Administração da telefônica nesta quinta-feira (20), e na 86ª AGE (Assembleia Geral Extraordinária), na sexta-feira (21). A pauta desse último encontro, adiado depois de ser marcado para dia 6 de dezembro, traz entre os seis assuntos em debate o processo de caducidade aberto pela Anatel e a definição de investimento dos sócios.

O diretor da 10 de Dezembro e gerente e sócio da butique de investimentos em private equity TGX Capital, Marcelo Kneese, afirmou na segunda-feira (17) que estará em Londrina para as reuniões. Ele considerou que o debate deveria ser feito o mais rapidamente possível, pela gravidade do posicionamento de superintendentes da Anatel. "Apresentamos a eles, em Brasília, e nos foi dito que o aporte de R$ 120 milhões os satisfaz e seria bem-vindo", disse.

Kneese citou que, como a 10 de Dezembro comprou 20 ações com direito a voto, ou 0,0001% do total, de ex-diretores da Sercomtel, a empresa tem o direito de fazer a proposta de aporte de capital. Se aprovado pelo Conselho de Administração em AGE, os outros sócios terão 30 dias para acompanhar ou não o investimento e manter o controle acionário. "Quem decide são os acionistas e já ouvi de diretores da Copel que eles não vão se opor (ao aporte da 10 de Dezembro)", disse.

Kneese defende que o Estatuto Social da Sercomtel prevê o direito de qualquer um dos acionistas de fazer a proposta. Porém, o Conselho de Administração pode não aprovar a iniciativa, bem como o Legislativo. Para ter segurança jurídica, a própria empresa de investimentos colocou 14 exigências na proposta, que incluem ter 51% das ações com direito a voto e transformar a Sercomtel em uma sociedade anônima de capital privado. (F.G.)

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