A Petrobrás já encaminhou aos órgãos competentes o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) para seu projeto do poliduto entre a refinaria de Araucária (região Metropolitana de Curitiba) e o Oeste paranaense, e que terá uma das bases em Cascavel. Cópia deste estudo, exigido pela legislação para obras que de uma ou outra forma possam ter algum desdobramento no meio ambiente, também foi entregue ao prefeito Fidelcino Tolentino (PMDB), para quem foi confirmada em definitivo a base na cidade, que era ‘‘disputada’’ também pelo vizinho município de Santa Tereza do Oeste.
Segundo Tolentino, a definição ‘‘terá importantes reflexos na economia do Município’’. O engenheiro Sérgio Magalhães, responsável pelo Rima, observa que ele é ‘‘um dos requisitos essenciais’’ para viabilizar a construção da base, que deve ter obras a partir do início de 1997, segundo o engenheiro Celso Araripe de Oliveira, que ficará encarregado da execução do projeto. A Petrobrás implantará o poliduto ao longo de 550 quilômetros, e fará chegar óleo diesel, gasolina, álcool e gás liquefeito à unidades localizadas em São Mateus do Sul, Guarapuava, Cascavel e Santa Terezinha de Itaipu, investindo cerca de R$ 180 milhões.
A base de Cascavel, que custará R$ 26 milhões, poderá estocar 23,2 mil metros cúbicos de combustíveis, para distribuição regional. Serão abertos diretamente 120 empregos - nas obras, ao longo de dois anos, poderão ser até mil empregos. O Município de Cascavel garantiu a preço subsidiado uma área de 282,8 mil metros quadrados para a base, no Distrito Industrial, à margem da BR-277 (saída para Curitiba). A estimativa é de que a unidade proporcionará à Petrobrás faturamento anual de R$ 360 milhões, em consequência gerando R$ 61 milhões em ICMs. Segundo Fidelcino Tolentino, Cascavel deverá aumentar em 60% sua arrecadação, em cima do tributo.

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