ArquivoSaúde ameaçadaAnimais sem inspeção: aumenta incidência de neurocisticercose em Toledo e Guarapuava A Promotoria de Defesa do Consumidor de Curitiba decidiu entrar para valer na briga contra a venda de carne clandestina ao consumidor. Ontem, dois procuradores estavam em Umuarama, tentando achar com as autoridades municipais e o comércio local, uma saída para o problema. Os abates em matadouros municipais sem inspeção oferecem perigo à saúde pública.
O Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados (Sindicarnes) entrou com uma denúncia na Promotoria Pública contra os abates clandestinos e a venda de carne sem inspeção. Segundo o promotor Ciro Expedito Scheraiber, os responsáveis pelo abate e também pela comercialização de produto de origem animal sem inspeção serão acionados criminalmente.
Antes disso, o Ministério Público vai ativar o convênio firmado há cerca de três anos com o Ministério da Agricultura, Secretaria da Agricultura, Conselho Regional de Medicina Veterinária e Vigilância Sanitária para percorrer novamente os locais onde existem denúncias de comércio de carne clandestina. Segundo Scheraiber, o Ministério Público está recebendo denúncias de que estaria aumentando a incidência de casos de neurocisticercose em Guarapuava e Toledo, em função do consumo de carne clandestina.
Abuso em Guarapuava Num levantamento feito recentemente em Guarapuava foi constatado que das 7.000 cabeças que são abatidas por mês em Guarapuava, o registro oficial para efeito de documentação e pagamento de impostos constava o abate de apenas 400 cabeças. Segundo o promotor esses casos serão averiguados e se comprovados o MP vai encaminhar a queixa-crime.
Segundo Scheraiber, todos os abates feitos fora de frigoríficos com inspeção federal, estadual ou municipal são considerados clandestinos. Ele frisou que mesmo os abates realizados em abatedouros municipais precisam ser acompanhados por profissionais, no caso um médico veterinário. O promotor reconheceu as dificuldades de fazer fiscalização no âmbito municipal. Além da questão sanitária, Scheraiber apontou outros problemas que são gerados pelos abates clandestinos como prejuízos ao meio ambiente, dificuldades na arrecadação de impostos e casos de sonegação explícita.
O promotor antecipou que o Ministério Público pretende se reunir com a Delegacia do Ministério da Agricultura no Paraná, Secretaria da Agricultura e sindicatos de produtores para fazer uma campanha de esclarecimento junto aos locais suspeitos de vender a carne clandestina. Em seguida se não forem seguidas as recomendações técnicas, os responsáveis responderão por ação criminal e o material que for encontrado será destruído, esclareceu.

mockup