A Promotoria de Defesa do Consumidor do Ministério Público Estadual vai notificar a Sanepar para que a empresa detalhe as razões dos últimos reajustes e justifique o pedido da revisão tarifária extraordinária. O promotor da área, Maximiliano Deliberador, disse que vai investigar os últimos aumentos da Sanepar.
A advogada e coordenadora institucional da Associação de Consumidores Proteste, Maria Inês Dolci, disse que o consumidor foi penalizado com a necessidade de ter que economizar água (com a crise hídrica), com o reajuste anual e agora o extraordinário. "Entendemos que o consumidor já fez a sua parte e não cabe a ele pagar por mais um reajuste", afirmou.
Ela considera o aumento abusivo e disse que o mais sensato é que fosse repassado apenas o custo da inflação para o consumidor final. Maria Inês disse que as companhias de saneamento precisam ter provisão de custos até porque sabiam que a energia elétrica ia subir.
Segundo ela, em São Paulo, aconteceu a mesma situação. Foi aplicado o reajuste anual em dezembro de 2014 e, a partir de junho começou a vigorar um aumento tarifário extraordinário. A Proteste entrou com uma ação civil pública com pedido de liminar para suspender o aumento e para que seja devolvido em dobro ao consumidor o que está pagando a mais com o reajuste extraordinário. A Justiça ainda não se pronunciou sobre o caso. (A.B.)

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