Promotoria e Polícia Civil interditam seguradora
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terça-feira, 27 de agosto de 2002
Lucinéia Parra<br> Equipe da Folha 
Maringá - O Procon de Maringá a e Polícia Civil interditaram ontem, o escritório da empresa Grandourados Corretora de Seguros e Capitalização, localizado no centro da cidade. A empresa não tem alvará de funcionamento e usava o CGC da Sul América Capitalização. Além disso, de acordo com o Procon, a Grandourados induz o consumidor ao erro e faz propaganda enganosa dos produtos.
Segundo o diretor do Procon, Adilson Reina Coutinho, a corretora estava sendo investigada há cerca de um mês quando os consumidores começaram a procurar o Procon para pedir informações sobre a forma de atuação da Grandourados. Uma das irregularidades encontrada pelo Procon, é o fato da empresa anunciar no material de propaganda, em letras normais, que as parcelas de pagamento dos produtos não sofrem reajustes. Entretanto, no canto do panfleto, em letra reduzida, é colocado que as parcelas são corrigidas pelo IGPM. ''Isso pode ser definido como crime porque está enganando o consumidor'', diz Coutinho.
Ainda conforme Coutinho, a empresa oferta um produto geralmente carro mas vende título de capitalização. ''E o que é mais grave, a empresa afirmava que em 120 dias o veículo seria entregue ao consumidor, mas todo mundo sabe que nos títulos de capitalização a mercadoria só é entregue ao consumidor quando ele for sorteado''.
De acordo com o delegado José Aparecido Jacovós, a polícia também já estava investigando a Grandourados, a partir da denúncia de um representante da Sul América Capitalização. Um dos panfletos da Grandourados chamou a atenção porque anunciava a venda de uma moto com o pagamento de uma entrada e mais 59 parcelas fixas. O valor da moto, calculado todas as prestações, seria de R$ 6 mil, mas nas demais lojas o mesmo produto é comercializado a R$ 7 mil à vista. ''Um produto com preço muito mais barato que o praticado no mercado é muito suspeito'', afirma Jacovós.
Nenhum diretor da empresa estava no local no momento da interdição. Os funcionários não quiseram dar declaração para a imprensa. De acordo com o diretor do Procon, a maioria dos funcionários é de várias cidades do Mato Grosso e São Paulo.


