Deflagrada em maio do ano passado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS), a Operação Leite Compensado retirou lotes de seis marcas do mercado e interditou três postos de resfriamento e uma fábrica em Estrela (RS). Cinco empresas (transportadoras) investigadas repassavam o produto para diversas marcas e teriam transportado 100 milhões de litros de leite adulterados com a utilização de um milhão de quilos de ureia, além de água. Segundo informações do órgão, o leite produzido num entreposto na cidade de Selbath (RS) teria sido adquirido pela Confepar.
Em amostras recolhidas na época pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-PR), os resultados foram negativos para a presença de formol. Mesmo assim, a promotoria do RS disse que possuía provas contundentes de que a cooperativa londrinense havia recebido dois milhões de litros de leite cru adulterado entre janeiro e maio do ano passado. "O MP possui o extrato das contas do transportador delator, demonstrando mês a mês os depósitos realizados pela Confepar para o pagamento do frete e recebimento do leite", disse, na ocasião, o promotor Mauro Rockembach.
Dentre as diversas pessoas condenadas após meses da abertura do caso, um ex-funcionário da Confepar pegou 11 anos e sete meses de reclusão. (V.L.)

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