Promotoria denuncia sete por explosão em shopping de SP
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 19 de novembro de 1996
Agência Estado 
SÃO PAULO - As promotoras Marilú Scarati de Castro Abreu e Nathalie Kiste Malveiro Guimarães denunciaram ontem à Justiça sete pessoas das empresas Wysling Gomes, BRR e B7 Participações pela explosão no Osasco Plaza Shopping. Os denunciados são os mesmos indiciados pelo inquérito policial. Para as promotoras, porém, os administradores do shopping tiveram maior responsabilidade que os construtores.
As promotoras também alteraram o motivo da denúncia. O inquérito apontava homicídio culposo, mas para elas, o crime foi de explosão dolosa e culposa. A mudança piora a situação dos denunciados, avaliou Nathalie. As penas para explosão culposa variam de um ano e quatro meses a quatro anos, e dolosa de seis a 12 anos. No homicídio culposo, a pena é de um a três anos.
A situação dos três representantes da administração do Osasco Plaza Shopping ficou mais delicada com a denúncia das promotoras de Justiça. Segundo o texto do documento, Marcelo Zanotto, David Trindade e Antônio das Graças Fernandes sabiam dos problemas, mas se limitaram a determinar a realização de medidas inócuas que não evitaram e não evitariam a explosão.


