Curitiba A Promotoria de Defesa do Consumidor de Castro e Carambeí, na região central do Estado, obteve laudo confirmando a presença de soja transgênica nos produtos embutidos da marca Batavo, de propriedade da Perdigão. Amostras de produtos foram recolhidas em Castro há 40 dias e analisadas pelo laboratório francês Genomic. A comercialização de produtos geneticamente modificados é proibida no Brasil.
O promotor público Marco Aurélio Tavares disse que vai se reunir amanhã com representantes da Perdigão. Após a reunião é que ele vai decidir o que deve ser feito com os produtos da empresa que usam proteína de soja, que continuam a ser vendidos ao consumidor. ''Estou agindo primeiramente na região da minha comarca, que é Castro e Carambeí. Depois veremos se a determinação pode ser estendida para outras regiões'', afirmou. Segundo ele, será proposto um termo de ajustamento. Se a empresa não aceitar, poderá ser alvo de uma ação civil pública.
De acordo com Marco Tavares, a investigação da promotoria foi motivada por reportagem de um jornal local de Castro, que mencionava um levantamento feito pelo Greenpeace de alimentos suspeitos de utilizarem produtos geneticamente modificados. Segundo ele, a presença de soja transgênica foi confirmada pelo labortatório Genomic nos produtos que utilizam proteína de soja.
A Perdigão adquiriu o controle acionário da fábrica de carnes da Batavo em 2000 e a totalidade acionária em 2001. Segundo a assessoria de imprensa da Perdigão, a empresa não iria comentar o caso porque não foi notificada oficialmente sobre o laudo. A assessoria informou que faz um controle rígido sobre o uso de produtos transgênicos, já que o uso destes não é permitido no Brasil, e faz rastreamento da soja e derivados utilizados junto aos fornecedores.

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