Promotor vê indícios cartelização
Promotor vê indícios cartelização
O promotor de Defesa do Consumidor de Londrina, Leonir Batisti, pode denunciar à justiça criminal alguns donos de postos nos próximos meses. A denúncia depende do término de levantamento feito pela promotoria sobre a possível cartelização de preços no setor em novembro passado. Na ocasião, a maioria dos postos vendia o litro da gasolina por R$ 0,85.
Batisti também apura os atuais preços da gasolina vigentes em Londrina. A maior parte dos postos está comercializando o produto por R$ 1,35 o litro. Há indícios de cartel, disse. As penas para este tipo de crime variam de dois a quatro anos de detenção ou multa, segundo ele.
Batisti afirma que o preço da gasolina está caro e que alguns postos estão ganhando até R$ 0,35 por litro. Os donos de postos pagam entre R$ 0,93 e R$ 1,11 pelo combustível. Não há porque vender pelo mesmo preço. Ele está levantando também os preços do produto nas refinarias e distribuidoras. Os proprietários dizem estar praticando este preço para se recuperar de prejuízos do primeiro semestre. Mas essa não é uma boa explicação, garante Batisti.
O diretor do Sindicombustíveis em Londrina, Valter Sasso, nega cartel no setor. O mercado é livre. Os donos de postos seguem os preços da concorrência, para baixo ou para cima, disse. Segundo ele, as distribuidoras vendem o produto entre R$ 1,04 e R$ 1,12 o litro. Agora, os postos estão conseguindo trabalhar com uma margem razoável de lucro. (C.L.)





