O promotor de justiça da vara criminal de Cambé, Miguel Jorge Sogaiar, requisitou ontem, ao delegado de polícia de Cambé, a instauração de inquérito policial para apurar as denúncias feitas pelo presidente do Banestado, Manoel Campinha Garcia Cid - o Neco Garcia - contra a empresa Freezagro Produtos Agrícolas Ltda, em matéria publicada na última sexta-feira nesta Folha.
Segundo Sogaiar, o inquérito vai apurar as denúncias específicas sobre a emissão de duplicatas frias (simuladas), ou seja, emissão de duplicatas sem venda de mercadorias. ‘‘Vamos apurar se isto aconteceu, de quanto foi o prejuízo e de quem é a responsabilidade. Como o Banestado é uma instituição financeira pública, se for comprovada a irregularidade é o povo que está sendo lesado’’, afirma Sogaiar. Segundo o promotor, o delegado de polícia deve ouvir os proprietários da Freezagro e solicitar a documentação do Banestado referente as duplicatas. O prazo para conclusão do inquérito é de 30 dias. ‘‘Se for caracterizado crime de duplicatas simuladas, os responsáveis terão que responder criminalmente’’. A pena é detenção de dois a quatro anos e multa. Outros dois inquéritos policiais sobre as irregularidades na agência do Banestado em Cambé estão correndo - um na polícia federal e um na justiça comum.

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