Curitiba Para o diretor regional da União Brasileira de Promotores de Feiras (Ubraf) e presidente da Diretriz Empreendimentos, Carlos Jung, o projeto que tenta disciplinar a realização de feiras de varejo em Curitiba tende a atingir mais diretamente o segmento de moda. ''Realizamos apenas um evento deste gênero anulamente em Curitiba'', explicou ele. De qualquer forma, estes eventos teriam sempre a fiscalização de agentes da Receita Estadual. ''Não fazemos qualquer evento que não tenha a constante fiscalização da Receita Estadual. A fiscalização é diária'', informou.
Os expositores receberiam orientações e manuais explicando as formas de pagamento de impostos. ''A cidade precisa dos eventos de negócios. É isto que trazemos para cá. Impedir participantes de outros estados ou restringir a participação deles em feiras é uma casualidade que vai contra a liberdade de concorrência'', enfatizou. Para ele, a pouca presença de feirantes curitibanos se deve ao fato de poucos terem interesse financeiro em participar das exposições promovidas na cidade. ''Poderíamos ter 100% de lojistas curitibanos nas feiras se houvesse interesse. Mas não há'', complementou.
Jung garantiu ainda que a Diretriz Empreendimentos recolhe antecipadamente todos os impostos municipais. ''É nula a alegação de que há sonegação de impostos. Esta é uma argumentação completamente equivocada. Portanto, não há concorrência desleal'', criticou. Entre os dias 27 e 30 de agosto, a Diretriz irá promover a 2 Feira Sul-Brasileira de Fornecedores da Indústria Automotiva.

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