Betânia Rodrigues
De Londrina
Especial para a Folha
Às vésperas do início das aulas escolares, os donos de papelarias e livrarias de Londrina travam uma verdadeira guerra de promoções para vencer a concorrência. Eles disputam palmo a palmo a preferência dos pais que não estão poupando esforços para encontrar o menor preço com qualidade.
Segundo o gerente administrativo da Livraria Arles, Fábio Teódulo Cardoso Fernandes, o movimento de clientes aumentou a partir do dia 20 de janeiro e deve se manter até o final deste mês. ‘‘Em nossa loja o fluxo de clientes se estende até a primeira quinzena de abril devido à venda de livros para universitários. Essa época corresponde a cerca de 40% de todo o faturamento anual’’, acrescentou.
Quatro dos cinco estabelecimentos consultados pela Folha precisaram dobrar o número de funcionários para atender a demanda. São consultas, negociação de preços e compras que agitam as lojas o dia inteiro.
Na briga por clientes os comerciantes reduzem o preço de alguns produtos, oferecem descontos à vista, parcelam a compra em até três vezes, inclusive no cartão de crédito. Na maioria das vezes, os pais estão optando pelo parcelamento. ‘‘Eles têm muitas despesas no início do ano com matrícula, uniformes, impostos e até prestações contraídas no final do ano passado. Por isso, o parcelamento se torna mais conveniente’’, disse a subgerente da Livraria Bom Livro, Zilda Castorina de Oliveira.
Em todos os estabelecimentos pesquisados, os comerciantes têm oferecido 5% nas compras à vista. Mesmo negando reajuste no preço do material escolar, afirmam que o consumidor tem pesquisado muito e pechinchado para levar toda a lista num único lugar. ‘‘No final das contas, o aumento de alguns produtos é equilibrado pela queda de outros. O que está um pouco mais caro este ano são os livros’’, afirmou Zilda.
A proprietária da Artpel Livraria, Papelaria e Informática, Neide Campos Gava, acredita que no próximo ano o preço dos materiais escolares deva subir devido a alta que o papel sofreu nos últimos meses. Ela afirma que sua mercadoria ainda está com valor baixo porque vem sendo adquirida desde agosto do ano passado. ‘‘Com o apoio do governo, até as farmácias entraram no ramo e estão comercializando artigos escolares. Mesmo assim acredito que vou vender cerca de 10% a mais que em 99’’.

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