Promoções ajudam shoppings a vender mais
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quarta-feira, 07 de abril de 2004
Agência Estado 
São Paulo - Apesar do fraco resultado verificado no primeiro trimestre, quando as vendas reais dos lojistas de shoppings cresceram apenas 0,78% em relação ao mesmo período do ano passado, o presidente da associação que reúne o setor (Alshop), Nabil Sahyoun, acredita que ainda é possível cumprir a previsão de expansão de 3% em 2004. O porcentual de crescimento é o mesmo estimado para o segundo trimestre, quando as vendas aumentam por conta da entrada de nova coleção de vestuário e também pelo Dia das Mães - a segunda melhor data para o comércio, depois do Natal - e Dia dos Namorados.
São várias as razões que justificam essa expectativa: o ano de 2003 teve um desempenho muito fraco, o que torna a base comparativa mais favorável. Também foram abertas 4.500 lojas no ano passado, que contribuirão para o faturamento deste ano, sem contar os shopping centers que ainda serão inaugurados. Até 2005, está prevista a abertura de 53 empreendimentos no País. A renda achatada do consumidor, segundo Sahyoun, não deve impedir um avanço nas vendas porque os lojistas estão ampliando os prazos de financiamento e também diminuindo as taxas de juros.
Além disso, os lojistas estão negociando com seus fornecedores, que não têm conseguido repassar a alta dos custos. ''A estratégia do varejo para este ano é ter muita promoção. É buscar matérias-primas boas e mais baratas e agregar tecnologia para ampliar o comércio'', explicou. ''A ordem é não perder a venda, mas negociar.''
O presidente da Alshop não acredita que a abertura de shoppings vá apenas diluir as vendas. ''Por menos que queira, o consumidor sempre gasta alguma coisa no shopping. Seja consumindo um pacote de pipoca ou comprando um artigo em oferta.'' Os serviços e a alimentação também são contabilizados no faturamento do setor. Além disso, o número de frequentadores de shoppings aumentou de 110 milhões por mês em janeiro do ano passado para 120 milhões em dezembro.
A alta real de 0,78% no faturamento pode ser atribuída às liquidações típicas deste período, uma ''entressafra'' pós-Natal. Segundo o presidente da Alshop, pesa ainda no início do ano a enorme carga de impostos que recaem sobre os consumidores, como IPVA e IPTU, além do início do ano escolar, com os gastos sendo direcionados para matrícula e materiais escolares.


