Promoção reduz preço da gasolina e álcool
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terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os preços da gasolina e do álcool ficaram mais baratos para o consumidor no Estado. A queda mais expressiva ocorreu em Curitiba. Na Capital, o valor do litro da gasolina pode ser encontrado por R$ 2,15. De acordo com levantamento semanal realizado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), o preço médio do produto era R$ 2,46 na primeira semana de janeiro. Na semana passada caiu para R$ 2,40. O valor médio cobrado pelas distribuidoras se manteve no mesmo patamar de R$ 2,11 desde a última semana de 2007.
Em Londrina, o preço médio caiu de R$ 2,40 para R$ 2,36 e o menor valor cobrado pelo litro é R$ 2,26. Em Maringá, a redução foi um pouco menor. O preço médio do litro caiu de R$ 2,45 para R$ 2,44 nas duas últimas semanas. O menor valor praticado nesta cidade é R$ 2,37.
No caso do álcool, o preço médio em Curitiba que era R$ 1,53 na primeira semana de janeiro, na semana passada estava em R$ 1,49. No entanto, o consumidor encontra o produto na Capital por R$ 1,29. Nas distribuidoras da Capital, este combustível ficou com preço médio na casa de R$ 1,24 e não sofreu alteração nas últimas quatro semanas. Em Londrina, também ocorreu redução do preço médio de R$ 1,39 para R$ 1,37 nas duas últimas semanas. Já, em Maringá, a queda no valor médio foi de apenas R$ 0,01 por litro passando de R$ 1,55 para R$ 1,54.
O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Paraná (Sindicombustíveis-PR) informou, através da assessoria de imprensa, que a queda de preços foi provocada por promoções realizadas pelas distribuidoras, que acabam refletindo nos postos de combustíveis. De acordo com o sindicato, o sobe e desce de preços é resultado das promoções por parte dos distribuidores. Neste mês, o preço teria caído também devido ao fluxo de veículos nas grandes cidades do Estado ser menor, em função do período de férias.
O gerente da distribuidora Shell para os Estados do Paraná e Santa Catarina, Alexandre Carneiro, disse que a companhia não teve nenhuma promoção de preços neste ano. Segundo ele, apenas o álcool teve uma pequena redução nas usinas. ''Acredito que a queda de preços seja uma discusssão nas revendas, uma briga de preços entre os postos'', disse.
O bancário Marcelo Braun disse que as promoções dos postos em Curitiba podem ser classificadas como, ''no mínimo, esquisitas''. ''Não tinha explicação para o preço subir como não tem explicação para descer'', afirmou. Para ele, a pura concorrência entre os postos não explica as oscilações de preços. Ontem, ele encheu o tanque em um posto da Capital para aproveitar os preços baixos.
Para o jornalista Rômulo de Oliveira, a redução de preços em Curitiba ''é uma coisa de ocasião''. Independente das promoções, ele disse que sempre gasta o mesmo valor a cada vez que abastece, cerca de R$ 20,00 a R$ 30,00.


