Promoção reduz para R$ 1,75 o quilo do frango
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Eli Araujo<br>Reportagem local 
O preço da carne de frango está caindo em quase todo o Estado do Paraná. Em alguns supermercados de Londrina, por exemplo, o produto foi vendido a R$ 1,75 o quilo nos últimos dias, bem menos da metade do preço praticado desde o começo do ano. Um dos motivos do excesso de oferta no mercado interno se deve ao excedente da produção nacional que não foi exportado, segundo Dilvo Grolli, da Cooperativa Agroindustrial de Cascavel (Coopavel).
A técnica em saúde pública Marilza Guilherme diz que em sua casa todos gostam de frango e que o consumo varia entre duas e três vezes por semana. ''A gente prepara frango assado, frango a passarinho, grelhado ou ao molho; de tudo quanto é jeito''.
Ela observou que o preço do produto estava mais em conta nos supermercados nos últimos dias, mas não sabia que o motivo era a redução nas exportações. ''Baixar o preço do frango é bom para nós, mas é triste que isto aconteça só nesta circunstância; dá a impressão de que o consumidor brasileiro fica relegado a segundo plano, que a gente só come o resto''. Apesar disto, Marilza diz que estoca o produto quando o preço está baixo. ''O nosso consumo aumenta bastante'', brinca.
A bancária Sirley Vieira notou a baixa nos preço do frango nos últimos dias, mas afirma que a redução não foi geral. ''Alguns pedaços do frango realmente estão em oferta, mas outros continuam mais ou menos com os mesmos preços''. Ela estava no supermercado comprando a coxa e sobrecoxa para seu abastecimento de rotina porque sua família não aumenta o consumo em função das promoções.
Sirley acredita que o mercado interno não seja prioridade porque o preço do frango cai geralmente quando o excedente da produção não é exportado. Mas segundo ela, isto não deve ser levado em consideração. ''Para o consumidor é bom que o preço baixe ainda mais'', disse. Ela se lembrou que há cerca de um ano o quilo do frango podia ser encontrado até a R$ 0,98 o quilo.
O técnico em enfermagem Flávio Joaquim dos Santos comemorou a redução do preço do frango. ''Deu uma boa melhorada. O quilo estava em torno de R$ 4,00 e hoje a gente encontra por R$ 1,75. Esse é um bom motivo para a gente consumir mais que o normal; é excelente''. Ele sabia que a redução de preços se deve ao aumento da oferta no mercado interno, mas na opinião dele a política de preços não deveria variar tanto. ''Eles falam que a nossa economia é estável; então acho que deveria se manter um preço acessível para todos''.
Santos disse também que, apesar da redução de preços, não iria comprar mais que o habitual. ''Não vou estocar o produto porque no meu freezer só cabem dois frangos; se coubesse mais, levaria com certeza''.
Exportação não acompanha aumento da produção
O presidente da Coopavel - Cooperativa Agroindustrial de Cascavel, Dilvo Grolli, diz que há dois motivos para justificar a redução do preço do frango no mercado interno: houve um aumento na produção nacional na ordem de 10% e a exportação não acompanhou este crescimento. Nós crescemos muito no ano passado e não exportamos o que crescemos. A gente esperava uma demanda mais forte no mercado internacional.
Segundo ele, isto não caracteriza nenhum problema com a exportação de frango. Ele diz que a Coopavel, por exemplo, continua exportando para 30 países. O que houve é que todo excedente está sendo colocado no mercado interno, por isso o aumento na oferta do produto.
Grolli disse ainda que o setor avícola do País está passando por alguns problemas no momento porque o custo da produção está elevado em função do aumento de preços de alguns insumos, tais como o milho e a soja. O custo de produção está maior que o custo de venda no mercado interno, disse.
Já o presidente da Associação dos Abatedouros de Aves do Estado do Paraná, Domingos Martins, diz que a redução do preço do frango se deve exclusivamente à política de preços adotada por parte do comércio varejista. Alguns supermercados colocam o preço do frango abaixo de R$ 2,00 para atrair os clientes, ou seja, eles fazem âncora com o frango. (E.A.)
PECHINCHA
Nas alturas
O consumidor está um pouco assustado com o aumento repentino do preço de vários produtos hortifruti. A título de curiosidade, veja os preços praticados em uma rede de supermercados de Londrina na última
terça feira:
- Abacaxi,
R$ 3,49 a unidade;
- Maçã argentina,
R$ 6,99 kg;
- Mamão papaya,
R$ 1,99 kg;
- Chuchu,
R$ 2,29 kg; e
- Couve flor,
R$ 3,85 a unidade.
Pequeno
Com relação à couve flor, vale observar que, além do preço alto, o produto está muito pequeno, pouco maior que uma laranja.
Maçã x pêra
Se a maçã argentina está cara, a pêra - em compensação, está com o preço bem em conta: R$ 1,87 o quilo.
Quase de graça
No mesmo supermercado, a cenoura, a berinjela e a abóbora paulista estava a R$ 0,25 o quilo. Seria para compensar a alta dos outros produtos?


