Promoção inclui sustentabilidade
O técnico Carlos Henrique Jorge Brando, diretor do Programa Cafés do Brasil, Marketing e Certificação, afirmou que existe um consenso internacional de que o produto brasileiro é da melhor qualidade. Segundo Brando, o programa, que foi criado há um ano, visa difundir a imagem do café nacional. Temos 250 anos de experiência, explicou. O programa vem lançando material promocional como folhetos e livros alusivos à cafeicultura e palestras no País e exterior. Um país e muitos sabores é o slogan que vem ultrapassando as fronteiras.
A qualidade, sustentablidade e responsabilidade social são, de acordo com Brando, os requisitos principais dentro do programa de marketing, que deve ser avaliado a médio e longo prazo.
Segundo Brando, o cafezinho nacional é degustado em embaixadas brasileiras nos Estados Unidos, países da União Européia e Extremo Oriente. Foram cerca de 100 mil xícaras, provadas e aprovadas, salientou. Representantes do Ministério da Agricultura visitaram a China em abril deste ano, para prospecção de mercado, um dos mais promissores do mundo.
Brando disse que a difusão das qualidades do café junto às crianças, através do programa Dica Feliz, vem sendo realizada pelo programa. Em visitas que ele fez a escolas de classe média baixa em todo o País, cerca de 90% das crianças afirmaram que tomam café diariamente. Isso não acontece em escolas particulares. Cheguei a constatar que apenas 20% consomem café todos os dias. Alguns alunos disseram que nunca haviam provado, o que demonstra um desconhecimento das propriedades do café. O marketing, nesses casos, devem disseminar a imagem positiva junto ao consumidor.
Prêmio A vencedora na categoria café natural foi Gabriela Ranke, de Rolândia, que ganhou um cheque no valor de R$ 10 mil. Há 40 anos na produção, Gabriela Ranke possui 75 mil pés de café. Ela atribuiu o prêmio à colheita mecanizada, à lavagem e secagem dos grãos em terreiro. Apesar de a geada ter afetado 25 mil pés de café, Gabriela garantiu que vai continuar produzindo.
O concurso estadual de produtores, promovido pelo Grupo Café de Londrina, Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento do Café, Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab), Iapar, Emater, Ministério da Agricultura, Sociedade Rural do Paraná e Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento, reuniu centenas de agricultores. O secretário Antonio Poloni disse que as geadas rigorosas que vêm ocorrendo não devem desestimular o cafeicultor paranaense. Geada é acidente de percurso, afirmou Poloni.
De acordo com Poloni, o governo federal aprovou e está liberando R$ 42 milhões para socorrer os produtores que estão descapitalizados. Eles terão quatro anos para pagar. Tempo suficiente para recuperar os cafezais e colher uma boa safra. Ainda segundo Poloni, o governo estadual liberou R$ 4 milhões para a cafeicultura. O programa Paraná 12 Meses tanbém vai aprovar recursos. As prefeituras que apresentarem projetos nesse sentido serão atendidas, assegurou o secretário.





