Promoção gera grande tumulto em hipermercado em Londrina
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sexta-feira, 03 de janeiro de 2003
Benê Bianchi<br> Reportagem Local 
Os descontos anunciados pela unidade do Hipermercado Big de Londrina se transformaram numa grande confusão no final da tarde de ontem. Um dos produtos mais procurados óleo de soja, ofertado a R$ 1,88/unidade se esgotou rapidamente, provocando indignação nos consumidores. A confusão começou por volta das 18 horas, quando um grupo se aglomerou tentando saber dos funcionários se haveria mais mercadoria à disposição.
Muitos consumidores afirmaram que viram pessoas saindo com quantidade acima do permitido da loja 12 unidades por consumidor, conforme determinação do Procon e cobravam um posição da gerência. Os ânimos se alteraram e houve muita troca de insultos. O clima ficou ainda mais tenso quando o fiscal de loja Edson Stagliano Júnior tentou tirar, de forma bastante brusca, o equipamento fotográfico das mãos da fotógrafa da Folha Karina Yamada, chegando a quebrar o flash da máquina. O mesmo fiscal gritava, momentos antes, com os consumidores.
''Esse segurança me desacatou. Já não estou indignada mais pela falta de mercadoria, mas pela atitude desses funcionários'', dizia a dona de casa Leonor Mozer Sodré. O profissional autônomo José Antonio da Costa Xavier saiu da loja sem levar nenhuma mercadoria. ''Se eles não têm produto suficiente, não deveriam fazer a oferta'', criticava. O aposentado Rubens Pereira também estava inconformado. ''A loja abriu às 16 horas. Cheguei aqui às 17 horas e já não tinha nenhum produto que tinham anunciado'', afirmava. Além do óleo, também estavam em oferta Omo e frango. Segundo ele, ontem foi a segunda vez que tentou comprar mercadoria em oferta no Big e não conseguiu.
O gerente de plantão no momento da confusão, Jeverson Misael, garantiu que foram anunciados 1.000 unidades de óleo e que o hipermercado recebeu acima desta quantidade. ''Mesmo assim foi insuficiente.'' Ele afirmou que o hipermercado não permitiu a venda de mais do que determina o Procon, conforme denunciaram os clientes. ''Os consumidores chegaram, não encontraram o produto e começaram a se aglomerar, iniciando a confusão. Não sei se isso é uma cultura daqui de Londrina, mas sempre acontece isso'', comentou.
Segundo ele, os seguranças da loja também foram ofendidos e agredidos. O fiscal de loja Edson Stagliano Júnior mostrou à reportagem o braço arranhado, ferimento provocado, provavelmente, quando os consumidores tentavam livrar a fotógrafa da Folha das suas mãos.
Após os ânimos se acalmarem, o gerência determinou que todas as marcas de óleo de soja fossem vendidas ao preço anunciado para a marca Soya.
Quanto à equipe da Folha, o gerente se desculpou, disse que o fiscal estava mal orientado e descontrolado, afirmou que todos os seguranças recebem treinamento para tratar educadamente com os consumidores e se comprometeu a pagar o equipamento danificado da Folha de Londrina. O fato foi registrado pela Polícia Militar.


