Os descontos anunciados pela unidade do Hipermercado Big de Londrina se transformaram numa grande confusão no final da tarde de ontem. Um dos produtos mais procurados óleo de soja, ofertado a R$ 1,88/unidade se esgotou rapidamente, provocando indignação nos consumidores. A confusão começou por volta das 18 horas, quando um grupo se aglomerou tentando saber dos funcionários se haveria mais mercadoria à disposição.
Muitos consumidores afirmaram que viram pessoas saindo com quantidade acima do permitido da loja 12 unidades por consumidor, conforme determinação do Procon e cobravam um posição da gerência. Os ânimos se alteraram e houve muita troca de insultos. O clima ficou ainda mais tenso quando o fiscal de loja Edson Stagliano Júnior tentou tirar, de forma bastante brusca, o equipamento fotográfico das mãos da fotógrafa da Folha Karina Yamada, chegando a quebrar o flash da máquina. O mesmo fiscal gritava, momentos antes, com os consumidores.
''Esse segurança me desacatou. Já não estou indignada mais pela falta de mercadoria, mas pela atitude desses funcionários'', dizia a dona de casa Leonor Mozer Sodré. O profissional autônomo José Antonio da Costa Xavier saiu da loja sem levar nenhuma mercadoria. ''Se eles não têm produto suficiente, não deveriam fazer a oferta'', criticava. O aposentado Rubens Pereira também estava inconformado. ''A loja abriu às 16 horas. Cheguei aqui às 17 horas e já não tinha nenhum produto que tinham anunciado'', afirmava. Além do óleo, também estavam em oferta Omo e frango. Segundo ele, ontem foi a segunda vez que tentou comprar mercadoria em oferta no Big e não conseguiu.
O gerente de plantão no momento da confusão, Jeverson Misael, garantiu que foram anunciados 1.000 unidades de óleo e que o hipermercado recebeu acima desta quantidade. ''Mesmo assim foi insuficiente.'' Ele afirmou que o hipermercado não permitiu a venda de mais do que determina o Procon, conforme denunciaram os clientes. ''Os consumidores chegaram, não encontraram o produto e começaram a se aglomerar, iniciando a confusão. Não sei se isso é uma cultura daqui de Londrina, mas sempre acontece isso'', comentou.
Segundo ele, os seguranças da loja também foram ofendidos e agredidos. O fiscal de loja Edson Stagliano Júnior mostrou à reportagem o braço arranhado, ferimento provocado, provavelmente, quando os consumidores tentavam livrar a fotógrafa da Folha das suas mãos.
Após os ânimos se acalmarem, o gerência determinou que todas as marcas de óleo de soja fossem vendidas ao preço anunciado para a marca Soya.
Quanto à equipe da Folha, o gerente se desculpou, disse que o fiscal estava mal orientado e descontrolado, afirmou que todos os seguranças recebem treinamento para tratar educadamente com os consumidores e se comprometeu a pagar o equipamento danificado da Folha de Londrina. O fato foi registrado pela Polícia Militar.

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