Promoção em supermercados reduz movimento nas feiras
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quinta-feira, 20 de abril de 2006
Eli Araújo<br>Reportagem Local 
As promoções que as redes de supermercados realizam em alguns dias da semana estão reduzindo o movimento em todas as feiras livres de Londrina. A queda no movimento pode ser observada nas feiras mais tradicionais - a de quinta e domingo, na Rua Alagoas com Avenida São Paulo, e de sexta-feira, na Rua Santos.
A estratégia adotada pelos supermercados atraem cada vez mais as donas de casa, tornando-se um novo hábito de consumo. Com as promoções, os preços de alguns hortifrutis são reduzidos em mais de 50% (ver quadro).
O dono de uma banca na feira há 40 anos, que prefere ser identificado apenas pelo sobrenome Nakahodo, diz que as promoções nos supermercados atrapalham bastante, mas ressalva que muita gente desconhece a qualidade das mercadorias. Ele diz que o movimento antigamente estava bom, ou seja, quando o comércio de hortifruti era quase exclusividade da categoria.
A dona Dinorá Campos faz compras na feira da Rua Santos há seis anos. Quanto aos preços, ela não tem do que reclamar. Os preços variam de acordo com o dia, mas compensa pela qualidade; as verduras são mais fresquinhas, diz. Porém, em comparação com os dois lugares, afirma que os preços dos supermercados são bem mais em conta.
Algumas donas de casa do centro da cidade deixam as compras na feira por conta das empregadas domésticas. É
o caso de Maria Luiza da Silva, 30 anos, que faz as compras para a família onde trabalha. Observadora, reconhece que as verduras estão caras
porque muita coisa está em
falta, mas o que tem está
com qualidade muito boa. Luiza afirma que às vezes compra frutas e verduras nos supermercados.
E o movimento nos supermercados realmente aumentou com as promoções. Há exemplos de mulheres que deixaram de comprar frutas e verduras na feira e se tornaram fiéis às promoções. E, ao contrário do que diz o feirante e outras consumidoras que vão à feira, estas não consideram inferior a qualidade dos produtos nos mercados.
A dona de casa Odete Galvão, 53 anos, diz que faz compras todas semanas nos supermercados. Compensa mais por causa dos preços, afirma enquanto seleciona o quiabo.
A professora Helene Baldo, 47 anos, considera que os preços nos mercados são atrativos, melhor do que na feira; e, além disso, tem a questão da praticidade e comodidade, fazendo referência ao horário mais amplo e às instalações dos mercados.


