Depois de um mês, termina no domingo a primeira guerra entre Embratel e Intelig que derrubou as tarifas para alguns países como Estados Unidos, Japão, Canadá e Reino Unido. As duas operadoras de telefonia fixa cobraram R$ 0,6 ou R$ 0,7 o minuto falado nas ligações internacionais. Ambas classificam como positiva a campanha. A Embratel confirmou ontem que os preços baixos elevaram em 35% o tempo de ligações.
A redução das tarifas foi lançada pela Intelig, para os Estados Unidos com tarifa de R$ 0,8. A concorrência obrigou a Embratel a seguir a mesma trilha, anunciando R$ 0,7 e ampliando o número de países. Para não ficar atrás, a Intelig baixou para R$ 0,6 cetavos. Os preços excluem impostos.
O diretor regional de Clientes Empresariais da Embratel no Sul, José Celso Terra Vaghetti, disse ontem ser impossível manter por tempo indeterminado a promoção, mas garantiu que novas campanhas retornarão. ''Cobrar R$ 0,7 não cobre os gastos, por isso há prazo para acabar'', disse Vaghetti.
Além de manter o mercado de ligações internacionais, a Embratel concentra esforços para entrar no mercado regional, hoje cativo da Brasil Telecom, Telemar, Telefônica e de suas espelhos. Pelas regras da Anatel, o mercado está liberado a partir de 1º de janeiro de 2002. A primeira fase prevê a entrada no setor corporativo.
A Embratel promete antecipar as metas de dezembro para 30 de setembro. Uma delas é a conclusão da instalação de pelo menos 600 telefones públicos em localidades com menos de mil habitantes, onde não há outra forma de comunicação.

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