Projetos iniciais focam em produtos biológicos
O acordo de cooperação assinado já engloba dois projetos que tratam do desenvolvimento de produtos biológicos. Conforme explicou o chefe da assessoria de inovação tecnológica da Embrapa, Filipe Geraldo Teixeira, nesse primeiro momento será formado um comitê gestor para definir os interesses comuns às instituições e planejar as ações que serão tomadas.
O primeiro projeto, realizado na Embrapa Agrobiologia, no Rio de Janeiro, avalia a ação de fungicidas da Basf associados ao inoculante microbiano da Embrapa na cultura da cana-de-açúcar para fixação biológica do nitrogênio. De acordo com o chefe geral da Embrapa Agrobiologia, Eduardo Campello, inicialmente, a pesquisa - que vem sendo desenvolvida há dois anos - já revelou que o uso combinado das substâncias tem potencial para aumentar a produtividade da cana. ''Além disso, ela traz melhorias ao meio ambiente ao potencializar a fixação de nitrogênio no solo e diminuir o uso de fertilizantes'', argumentou.
Já o segundo projeto está sendo desenvolvido na Embrapa Soja, em Londrina, e visa o estudo de uma bactéria destinada ao manejo de fungos na oleaginosa. Segundo o chefe geral da unidade, Alexandre José Cattelan, a pesquisa busca determinar quais substâncias são responsáveis por esse controle. ''Assim, poderão ser produzidos fungicidas a partir dessas substâncias, ou produtos biológicos a partir das próprias bactérias'', explicou.
Catellan frisou que existem atualmente duas classes de produtos para controle da ferrugem asiática da soja, mas o fungo já apresenta resistência a uma delas. ''Queremos ofertar uma terceira classe de fungicidas para o controle da doença'', acrescentou. Filipe Teixeira afirmou, ainda, que o intuito é expandir a parceria em projetos que envolvam várias frentes de pesquisa e, consequentemente, outras unidades da Embrapa. (M.F.)





