Projetos beneficiam empresas em Londrina
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quarta-feira, 02 de julho de 2003
Fernanda Bressan<br> Reportagem Local 
Dois projetos aprovados na Câmara de Vereadores de Londrina ontem, durante sessão extraordinária, devem aumentar a renda do município e gerar empregos. Baseado na Lei de Incentivo, foi aprovado projeto de lei de autoria do Executivo que autoriza a Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) a pagar parte do aluguel do barracão utilizado pela Basemetal - Comércio, Indústria, Importação e Exportação Ltda, no valor de R$ 10 mil.
O barracão fica na Avenida Tirandes (zona oeste) e o presidente da Codel, João Rezende, justificou que a empresa representa crescimento para a cidade. ''Ela tem 200 empregados e o ICMS gira em torno de R$ 70 mil por mês'', apontou.
O outro projeto aprovado, também de autoria do Executivo, autoriza a desapropriação de uma área na Gleba Lindóia de quase 49 mil metros quadrados para cedê-la a duas empresas: Estampar Indústria e Comércio de Matrizes Ltda e Associação Londrinense de Empresários Supermercadistas (Ales). O custo de desapropriação foi avaliado em R$ 342 mil.
A Ales, que ficará com 10 mil metros quadrados do terreno caso o projeto seja sancionado pelo prefeito Nedson Micheleti (PT), ganhará ainda a construção de um barracão com 3.192 metros quadrados, que custará R$ 450 mil para o município. O vice-presidente da associação, Humberto Tomioto, esteve presente na Câmara e disse que a Ales está na cidade desde 1990 e até hoje funcionava com um barracão alugado, com quase 2 mil metros quadrados de área, e custava R$ 2 mil por mês. ''Atendemos 26 empresas supermercadistas e já não estávamos dando conta de atender a demanda'', salientou. Ele afirmou que a intenção da associação é ampliar o atendimento também às micro-empresas para fomentar o desenvolvimento do setor.
O vereador Beto Scaff (PDT) ameaçou entrar com pedido de nulidade desse último projeto de lei. Ele alegou que faz parte da comissão que avalia esses projetos mas que não teria sido convocado para as três reuniões desse ano. Ele disse ainda que no projeto estaria faltando um laudo de avaliação do terreno e que solicitou à assessoria jurídica um parecer para saber se há embasamento legal para o pedido de nulidade. Rezende informou que o vereador foi convocado para as reuniões por telefone e que não iria falar mais sobre o assunto.


